quinta-feira, março 09, 2006

Finalmente Pojmanski


Depois de muitas noites de céu nublado, tantas que lhes perdi a conta, finalmente tivemos uma noite propicia à observação astronómica. Fizemos uma observação binocular ao cometa Pojmanski pelas 05:45 AM. Não sendo visível a olho-nu, guiámo-nos por um gerador de mapas estelares, o SkyMap pro, que o localizava logo abaixo da constelação do Golfinho.
Utilizando binóculos 10x50 logo o localizámos sem qualquer dificuldade, parecendo-nos que apresentava uma magnitude entre 6,5 e 7,0 tendo em conta a magnitude visível das estrelas que se encontravam no mesmo campo de visão ou em redor. Visualmente apresentava um núcleo quase estelar ligeiramente difuso com uma cabeleira curta estendendo-se E-O.
Muito gratificante !! Se as condições meteo se mantiverem, talvez seja possível fazer umas imagens! Até lá aqui vai uma imagem do Mike Holloway.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Participação no Deep Impact


Recebi hoje um certificado de que muito me orgulho: a minha participação modesta e pequenina no programa Deep Impact da NASA através da Universidade de Maryland.
Elizabeth Warner já havia contactado por correio electrónico, agradecendo a participação e as imagens enviadas e dando a conhecer que em breve seria remetido um certificado. Sempre chegou!
É assim: Enquanto nos EUA se promove e se acarinha a Astronomia Amadora, nomeadamente fortalecendo a ligação à Astronomia Profissional, através de iniciativas muito concretas, em Portugal e sobretudo aqui nos Açores, dá-se primazia a políticas muito "escuras" (e também muito "deeps") que favorecem grupos clubísticos. E mais não digo...oxalá que o futuro desminta as minhas suposições !!

domingo, fevereiro 19, 2006

De atalaia à NOVA RS Ophiuchi

A imagem do John Chumack

Desde as 5 horas da manhã estivemos de vigilância e preparados com todo o equipamento necessário para vermos e registarmos a Varável RS Ophiuchi que explodiu mais uma vez.
Infelizmente os céus dos Açores pregam-nos constantes partidas e desta vez não fugiu à regra: o céu manteve-se altamente nublado não deixando ver a constelação do Ofiuco.
Deixamos aqui uma imagem do Chumack que teve mais sorte do que nós!!
Em todo o caso vamos manter-nos em alerta nas próximas noites à espera de uma "aberta" e que a magnitude da Nova não desça tanto e tão depressa (0,4 por dia).

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Calendário 2006


Na Livraria Bertrand do Centro Comercial Atlântico podem encontrar uma edição valiosa e muito bem organizada, com muita informação e bonitas imagens: o Calendário de Astronomia 2006, de Grom Matthies da União de Astronomia e Astrofísica e publicado pela Terramágica. Para o astrónomo amador dá sempre jeito ter á mão uma publicação deste género apesar de existirem toneladas de efemérides na net.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

O Minimo Solar


Apesar da fase miníma de actividade solar, o Sol apresentava uma mancha solar magnéticamente bipolar, a Região Activa 10848, com o tamanho de 3 Terras e que evoluiu muito rapidamente na última semana. Também com notoriedade, destaca-se uma Proeminencia que apresentando-se no dia 6 de Janeiro, volta a surgir no limbo NE com alguma actividade que lhe confere aspectos interessantes e muito belos.

sábado, janeiro 14, 2006

Fenómeno "estranho" nos céus de São Miguel

No 8 de Janeiro era dada notícia de um fenómeno nos céus de S. Miguel, que mereceu destaque de primeira página nos jornais diários da ilha.
Segundo os testemunhos, o fenómeno surgiu no quadrante Este deslocando-se a uma velocidade muito baixa na direcção Este-Oeste, gerando um rasto de “fogo” muito intenso e luminoso. Para alguns era tido como a entrada de um meteoro nesta área do Atlântico Norte, para outros poderia ser um avião em altitude.
A imagem que aqui apresentamos, foi-nos fornecida por Miguel Acácio Silva (TELACO) que presenciou o fenómeno e que logo me telefonou a dar conta do sucedido remetendo a sua imagem por correio electrónico.
Analisámos esta imagem, bem como as outras publicadas no dia 10 de Janeiro no vespertino Açoriano Oriental, utilizando algum software mais apropriado e chegámos a seguinte conclusão:
1. O fenómeno não foi acompanhado por nenhum “boom” audível de acordo com as testemunhas;
2. Não foi acompanhado por outros fenómenos semelhantes, caso tivesse sido um meteorito com a dimensão colossal do objecto que atravessou o céu (haveria muito provavelmente uma pequena “chuva” de micro-meteoritos);
3. O Sol estava abaixo do horizonte e os seus raios iluminavam, não um rasto, mas dois rastos de vapor de água, provenientes de dois reactores de um grande avião. Analisados mais em detalhe na componente azul da luz branca, os rastos eram inclusivamente soprados pelo vento que se fazia sentir em altitude, dispersando-os em pequenos flocos;
4. O avião não era visível, porque simplesmente com a orientação que levava conjugada com a direcção dos raios solares, fazia com que a sua carlinga acinzentada não reflectisse a luz solar, confundindo-se, aquela distancia, com o azul acinzentado de fim de tarde do céu.
5. Pesquisados na Internet os sites que noticiam a reentrada ou lançamento de foguetões ou de transito de satélites artificiais, nada constámos para aquela hora e região do céu com magnitude idêntica ao manifestado pelo fenómeno.
Assim, aconselha-se mais prudência aos OCS na interpretação que fazem de fenómenos, que como neste caso, sendo resultado natural da actividade humana, podem induzir facilmente em erro.
Mais uma vez, confirma-se a importância, que terá um Observatório Astronómico na descodificação destes fenómenos. Ficamos a aguardar melhores dias para a Ciência e para a juventude