sábado, março 03, 2012

Sessão marciana no OASA

Noite de 2 de Março: mesmo com as péssimas condições atmosféricas aparecu muita gente no Observatório Astronómico de Santana Açores numa das muitas sessões de observação astronómica abertas ao público realizadas todas as primeiras sextas-feiras do mês. Desta vez e dado a proximidade do planeta Marte que se situa em Oposição, não tão próxima da Terra como a de 2003, a sessão foi dedicada a Marte que revelou muita da sua geogafia aos observadores presentes.
Aqui fica uma imagem captada ao foco de um Celestron de 10 polegadas a f/10 com barlow 2x e uma camara digital SPC900nc da Philips devidamente "canibalizada" e adaptada para o efeito.
A imagem é o resultado do "stack" de 1500 frames e não é a maravilha que se esperava porque as condições de turbulência atmosférica eram avassaladoras.


A Lua também mostrou um pouco da sua magia




terça-feira, fevereiro 28, 2012

sábado, fevereiro 25, 2012

O Sol, Marte e uma conjunção Lua-Vénus em 25 de Fevereiro


Mesmo com muita turbulência atmosférica sobre Ponta Delgada, o planeta Marte mostrava alguma geografia mais importante desde a Calote Polar Norte rodeada pela Região da Utopia e a sul por Syrtis Major.
Meridiano Central: 280,40
Angulo de Posição: 19,80
Fase: 0.9971
Magnitude: -1,14



sábado, fevereiro 18, 2012

Exoplanetas na Ribeira Grande

Serão de 17 de Fevereiro de 2012, Anfiteatro da Escola Secundária da Ribeira Grande, pela iniciativa do OASA e integrado no Ciclo de Palestras "+Luz", Vasco Neves, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, falou sobre a novíssima ciência da Exoplanetologia ou seja a pesquisa de planetas extra-solares.








Palestra muito concorrida e bem estruturada decorreu durante cerca de uma hora cativando a atenção de todos. Seguiu-se uma sessão de pbservação astronómica com a presença dum Celestron 11" em torno do qual se ouviam muitas exclamações de espanto: Marte estava mais perto do nosso planeta e mostrava claramente algumas regiões e a sua calote polar norte.


 Aspecto da assistência


 No exterior uma sessão observacional em torno de Marte
muito concorrida

Marte tal como se apresentava numa ocular de 20mm com barlow 2x no Celestron 11"
À direita vê-se a imagem de simulação produzida pelo Mars Previwer II dando conta das regiões visíveis no planeta á hora em que era observado.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

C/2012 C2 Bruenjes - o cometa recém descoberto


Imagem do cometa C/2012 C2 descoberto a 10 de Fevereiro por Fred Bruenjes dos EUA.
Com uma magnitude visual em torno de 16.1 só foi detectável após a integração de 15 imagens de 60 segundos cada. Mostra uma cauda de poeiras e uma coloração esverdeada derivada da presença de cianogénio.

Descobertas de dois cometas por astrónomos amadores

A descrição da descoberta do cometa C/2012 C2 pleo astrónomo amador Fred Bruenjes no dia 10 deste mês.
Ver AQUI mais informação.


COMETA C/2012 CH_17 (MOSS)
Outro cometa foi descoberto no dia 12 de Fevereiro por Claudine Rinner, astrónoma amadora francesa, tendo sido o seu segundo cometa (P/2011 W2 (RINNER) .

Noticia em
Electronic Telegram No. 3020

Central Bureau for Astronomical Telegrams
INTERNATIONAL ASTRONOMICAL UNION

"An apparently asteroidal object discovery reported by Claudine Rinner
(discovery observations tabulated below) on CCD images taken with a 0.5-m f/3
reflector in the course of the Morocco Oukaimeden Sky Survey (MOSS), operated
at a site 80 km south of Marrakesh by the Cadi Ayyad University "


sábado, fevereiro 11, 2012

Uma nova Região Activa a transitar no meridiano solar.


Uma nova Região Activa na fotosfera solar, catalogada como RA1416, tem vindo a desenvolver-se aceleradamente nos últimos 3 dias ganhando complexidade (tipo Fkc) e mostrando potencial para desencadear fulgurações da classe C. Como o seu trânsito está ser feito no meridiano solar e caso se produzam fulgurações com Ejeção de Massa Coronal, o nosso planeta irá "apanhar" com borrascas electromagnéticas.

A evolução da RA1416 de 11 para 12 de Fevereiro

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

WETA12

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Cometa C/2009 P1 Garrad e a M92


Imagem do Cometa C/2009 P1 Garradd em transito junto ao Enxame Globular estelar M92
Takahashi 102FS f/8, Canon 350D modificada a 1600ISO, 35x40s de integração
Em 3 de Fevereiro de 2012 entre as 04:00 e as 04:30 hora local
Ponta Delgada, Fajã de Baixo
Notar as duas caudas, a iónica e a de poeiras em sentidos diametralmente opostas.


Quanto ao Sol, algo vai mal no seu "reino": desde a semana passada que a sua actividade term-se pautado por níveis muito baixos e a continuar assim mais uma semana alguém terá que rever em baixa este 24º Ciclo solar.

 

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A primeira Supernova de 2012: uma imagem antiga com 25 milhões de anos.

A primeira Supernova de 2012 na galáxia irregular ARP263 ou NGC3239 a 25 milhões de anos-luz é o resultado provável da colisão de duas outras galáxias.
 Imagem obtida em Ponta Delgada, a 30 de Janeiro pelas 21:00 UTC e resultante da integração de 15x45 segundos com uma Canon 350D,  modificada e um Celestron 203mm a f/10.
As condições meteo não eram das melhores com muita nebulosidade vinda do sul.
Ver mais AQUI


terça-feira, janeiro 24, 2012

Canon 350D modificada em 90 s exposição

Depois da M9

Depois da Ejeção de Massa Coronal verificada ontem, da classe M9, a região activa 1402 mostra-se completamente fragmentada mas com potencial para produzir mais algumas fulgurações. Notar a estrutura sigmoide de uma ponte de luz (na imagem feita na luz visível) e o aspecto na primeira emissão de hidrogénio (H-alfa) na imagem embutida.
Entretanto a comunicação social tem feito um autêntico "estardalhaço" em torno deste assunto, quando esta fulguração nem foi das mais potentes. Compreende-se que haja necessidade de financiamentos para determinados projectos... mas a indústria da comunicação de ciência nos EUA tem que ser mais moderada!

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Nebulosa da Raposa em modo urbano

domingo, janeiro 22, 2012

Um Sol apimentado

Finalmente o disco solar apresenta-se de forma própria para a etapa que atravessa neste seu 24º Ciclo Solar. Depois de uma baixa prolongada de actividade, surgiram dois grupos de manchas solares, a 1402 e a 1401-1405 que teem ultimamente produzido algumas fulgurações das classe C e M.

sábado, janeiro 21, 2012

Curso de Astrofotografia


Astrofotografia ?

Como a própria designação impõe pela sua construção ortográfica (astro+fotografia) significa a técnica subjacente a fotografar os astros.
O que é que isso tem de especial para além da comum técnica de fotografar?
Sobretudo nos tempos que correm, fazer fotografia tornou-se acessível a qualquer um e nunca foi tão fácil como agora a obtenção de imagens. Poder-se-ia mesmo afirmar que o século XX foi o século da imagem.
Do Daguerrótipo em prata de 1839 à mais atualizada tecnologia de sensores CCD e CMOS (acrónimos respectivos de Charge Couple Device e Complementary Metal-Oxide- Semiconductor), foi um percurso imenso realizado num tempo recorde. Uma atividade que impunha técnicas operadas por especialistas, gerou a mais popular e expandida arte. Sim arte, porque o que permaneceu comum foi exactamente isso: ARTE, dado que o resto pertence ao reino sempre obscuro dos fundamentos das tecnologias.
Vamos, por ora, esquecer as complicadas técnicas e afirmar peremptoriamente que fazer astrofotografia é, apesar de tudo, simples e fácil.
Hoje em dia, e no espaço de tempo de uma dúzia de anos as câmaras digitais compactas com sensores CCD e CMOS, ocuparam o amplo mercado dos “gadgets” (geringonça, equipamento…) a preços considerados acessíveis a toda a gente, sobretudo se considerarmos os custos de fazer fotografia com filmes que só depois de revelados nos podiam mostrar a nossa “arte”.
Quando me iniciei na astrofotografia, eram poucas as orientações técnicas e poucos também aqueles que se dedicavam amadoristicamente ao assunto. Implicava sérios fundos de maneio financeiros que permitissem fazer face às incertezas na obtenção de fotografias de qualidade. A técnica utilizada para o “céu profundo”, conhecida como hipersensibilização de películas exigia muito material, conhecimento, técnica e sobretudo tempo disponível. Hipersensibilizar um filme a preto e branco Kodak Technical Pan 2415, poderia levar no mínimo 100 horas, se tudo corresse bem!

Recordar a década de setenta e oitenta do século passado, é o mesmo que falar em sensibilidades máximas ISO de 3600. Hoje, qualquer câmara digital atinge a dezena de milhar de ISO registando facilmente as tonalidades dos gases que compõem as nebulosas, galáxias, caudas de cometas, ejeções solares de massa coronal e até o trânsito de planetas extra-solares.
Com a Astrofotografia, todo um novo mundo de conhecimento se abriu perante o nosso espanto crescente.

Aquilo que pertencia ao reino de especialistas e aos grandes observatórios de alta tecnologia, está agora presente no meu quintal a um custo irrisório. Representa sobretudo o envolvimento do comum dos mortais em projectos de natureza científica e em colaboração Pro-Am (Profissional-Amador).
Se o século XX foi o século da imagem, o século XXI será o da democratização da cultura científica! A Astrofotografia antevê-se como uma das contribuintes.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Os planetas Vénus e Júpiter


sexta-feira, dezembro 30, 2011

Actividade Solar

A actividade solar continua muito baixa.estão presentes apenas 3 grandes grupos, um dos quais,o 1389 tem despoletado algumas fulgurações classe M e C.
A imagem foi obtida com um etx90 mm e um filtro mylar.

sábado, dezembro 24, 2011

Dezembro 2011 em Rocas do Vouga







domingo, dezembro 18, 2011

Júpiter no dia 18 Dezembro 2011

sábado, dezembro 17, 2011

O Sol revisto em baixa


Dia 17 de Dezembro 2011: o disco solar apresentava três grupos de manchas solares sendo que a maior e mais complexa não passava de uma Csi que deverá involuir rapidamente. Algo pouco comum se passa neste 24º ciclo solar!!

Palestra de Jorge Grave e sessão observacão astronómica


 Na sequência do ciclo de palestras" + Luz", promovidas pelo OASA, Observatório Astronómico de Santana Açores, teve lugar no dia 16 de Dezembro de 2011, na Escola Secundária da Ribeira Grande, uma palestra intitulada "O frenesim de uma maternidade de estrelas - Como as estrelas governam as galáxias sem saírem do seu berço" pelo Dr. Jorge Grave do CAUP.


 Seguiu-se uma sessão de observação astronómica muito concorrida pelos presentes á palestra, onde o OASA, com o seu Celestron de 11 polegadas, mostrou exemplificando o que era uma maternidade de estrelas, nomeadamente a M42 e a M45, para além de enxames globulares de estrelas e ... forçosamente o rei da noite: Júpiter, do qual mostramos uma imagem feita afocalmente com uma simples camara digital colocada manualmente "á boca" de uma ocular de 25mm.


 O portentoso Celestron 11 fez uma ronda pelos céus.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

O ano de 2011 em trimestres

ver AQUI

sábado, dezembro 10, 2011

O Sol no dia 10 Dezembro


O disco solar tem mantido uma actividade muito baixa com a presença de grupos de manchas solares maioritariamente da classe B, C e D sobretudo grupos simétricos de fraca polaridade e que rapidamente se desfazem. Apesar de nos ultimos meses ter subido a actividade, esta foi apenas o suficiente para fazer ultrapassar o nivel do 14º Ciclo sendo a mais baixa dos ultimos 80 anos.
A NASA tem revisto sistematicamente em baixa a actividade solar.
Entretanto nada é seguro e o Sol poderá reactivar-se nos próximos tempos contradizendo já as piores previsões e o anuncio de um novo Minimo de Mounder.
Na nossa modesta opinião, e tendo acompanhado de perto o 23º Ciclo Solar onde viamos já em 2001 a presença de uma actividade anormal no comportamento daquele ciclo, é grande a probabilidade de virmos a estar presentes no proximo futuro a um arrefecimento drástico devido ao fraco poder magnético das manchas solares e á consequente fraca luminosidade.