domingo, outubro 26, 2014

Sorte de Amador

Dia 26 outubro 2014: a RA2192 pelas 10:00 UT iniciava a sua quinta fulguração desde que apareceu no limbo SE do Sol. Uma fulguração da classe X2,0 que atingiu o seu máximo pelas 10:56 UT.
Quando iniciávamos as nossas observações solares entre as 10:00 e as 10:30 UT não esperávamos presenciar o início desta explosão: sorte de astrónomo amador.

Aqui ficam as imagens do acontecimento feitas na banda da emissão do espetro visível e do Halfa.

 
O mosaico mostra a evolução desta Região Ativa solar desde o seu aparecimento até à data de hoje.
 
 

domingo, outubro 19, 2014

A mãe de todas as manchas solares do Ciclo 24º

 
 
Uma das maiores manchas solares destes últimos ciclos de atividade solar acaba de rodar no limbo leste do disco solar, com uma magnitude magnética gigantesca do tipo Fkc e albergando mais de 19 manchas solares. O seu imenso potencial magnético fez com que às 05:30 H da manhã produzisse uma fulguração de raios X e ultravioletas (classe X1.1), direcionada ao nosso planeta. Não se verificou até agora nenhuma Ejeção de Massa Coronal mas é muito provável que ainda o venha a fazer no âmbito de outras fulgurações.
Quem tiver meios para ver esta gigantesca mancha solar poderá fazê-lo com toda a segurança usando filtros adequados (óculos de soldador servem perfeitamente).
 
A sua evolução marcante a 24 de outubro mantendo-se como uma Fkc com um tamanho aproximado de uma dúzia de diametros terrestres e depois de ter lançado para o espaço uma fulguração X1,6 e diversas M e C`s que a tem fragmentado sucessivamente aumentando a sua complexidade magnética.

 
Após a fulguração X3,6 do dia 25 a RA2192 fragmentou-se apresentando duas fortes pontes de luz na mancha solar principal. Mostramos aqui a sua evolução após as fulgurações principais que afetaram esta Região Ativa.
 
 
 

terça-feira, outubro 07, 2014

sexta-feira, outubro 03, 2014

Clusters de EStrelas

M13 é um Cluster ou Enxame Globular de mais de 300.000 estrelas com um diâmetro de cerca de 146 anos-luz e situado na Constelação de Hércules e  é um dos maiores agrupamentos de estrelas vistos do hemisfério norte.

 
χ Persei ou Cluster Duplo de Perseu está situado na constelação de Perseu a 7600 anos-luz e é constituído pelas NGC 884 e NGC 869.

King 7 é um Cluster Aberto de Estrelas a 2200 anos-luz
 

quarta-feira, outubro 01, 2014

Regiões Ativas de partida

 
As Regiões Ativa solares que haviam marcado os últimos tempos com algumas erupções de raios X e fulgurações da classe M estão agora a rodar no limbo oeste do Sol. Entretanto outras duas regiões de idêntica complexidade dispõem-se a produzir alguns eventos da mesma natureza. Reparar na extensa região de Fáculas que rodeiam o trio constituído pelas RA`s 2171, 2172 e 2173.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Pacman

 
NGC 281 é também conhecida como a Nebulosa do Pacman devido à sua semelhança com esta personagem e constitui na constelação da Cassiopeia, uma vasta região de hidrogénio molecular ionizado pela radiação ultravioleta das estrela azuis que ali nascem continuamente e por Glóbulos de Bok, poeira escura de óxidos de carbono, silíca, hélio e hidrogénio molecular.

sábado, setembro 27, 2014

Duas noites com os astros

As noites de 25 e 26 de setembro foram propiciadoras á realização de algumas observações das quais deixamos algumas imagens.

Outra Supernova fez a sua aparição na galáxia longínqua UGC 2855, na constelação da Girafa. Do tipo Ia devido á explosão de uma Anã Branca que num sistema binário "canibalizou" a sua companheira estelar.

 
Entretanto o cometa C/2014 E2 Jacques foi apanhado nesta imagem de 120 segundos apenas e que mostra curiosamente a passagem de um satélite artificial.
 
 
Na constelação do Pégaso a 46 milhões de anos-luz, apontámos para a NGC 7331 que faz parte do Grupo de galáxias Deer Lick, mesmo ao lado do célebre Quinteto de Stephan, que uma noite destas visitaremos.
 
Por cima das nossas cabeças, circulava a maior nebulosa planetária, conhecida por Messier 27 ou Nebulosa do Haltere, cobre metade do diâmetro aparente de uma Lua Cheia e está a 1200 anos-luz na constelação da Raposa.
 
 
Outra Nebulosa mas de caraterísticas muito diferentes sendo uma autêntica bolha de gás em expansão, é a NGC 7635 ou Nebulosa da Bolha, situada na constelação da Cassiopeia a cerca de 7100 a-l. A nuvem de gás brilha á custa da pressão do vento estelar (2000 km por segundo), da estrela que se encontra no seu centro e que é 40X mais massiva que o Sol. Esta bolha tem cerca de 6 anos-luz.
 
 
Aproveitando a nossa presença na Cassiopeia fizemos uma visita a um grande região nebular conhecida como a Nebulosa do Coração e de que faz parte a IC 1795 como nebulosa de emissão. É uma região situada a 6000 a-l e de intensa produção estelar a partir das vastas nuvens de hidrogénio.
 
 

Tendo visto a Nebulosa do Haltere, teríamos que ver a sua versão mais pequena, a Messier 76 ou Nebulosa Planetária da Rolha (Cork), expandindo-se apenas a 46 km por segundo e situada na constelação de Perseu a 10.000 anos-luz.
 
 
Finalmente demos uma vista de olhos pela região da IC 59 e da IC 63. Esta última é uma nebulosa mista de reflexão e emissão localizada a 600 a-l na Cassiopeia e  que tem como vizinha (a 3-4 a-l) a brilhante estrela Gamma Cassiopeia que a faz brilhar com a sua intensa radiação.
 
 

terça-feira, setembro 23, 2014

A atividade solar

 
O Sol apresentava-se com dois grandes grupos de manchas solares, nomeadamente a Região Ativa 2172 com uma configuração Ekc e desenvolvendo multipolaridades que fizeram subir as hipóteses de produção de fulgurações  de raios X em 10%, e ainda a Região Ativa 2171 da classe Eao.
Outro grupo cingia-se a uma simples Hrx (RA 2173).
Em todo o caso, qualquer delas nas suas dimensões excediam as do nosso planeta.

domingo, setembro 21, 2014

O Jacques e a SNdx na muito ativa NGC337


A Supernova C/2014cx foi descoberta em 2 setembro deste ano  por Koichi Itagaki. É do tipo II e apresenta-se de momento com uma magnitude em torno dos 14,3. A NGC 337  é uma galáxia espiral barrada (SBcd) localizada na direcção da constelação da Baleia e constitui uma fonte de produção massiva de novas estrelas. Recentemente foram descobertos 8 objetos ultraluminosos emissores de raios X e anteriormente a esta descoberta outra Supernova do tipo IIP, a SN 2011DQ havia explodido nesta galáxia muito ativa tendo sido observada em 15 maio de 2011 pelo Observatório Sul Africano Klein Karoo.

C/2014 E2 (Jacques), provisóriamente designado por S002692, é um cometa de período longo descoberto pelos astrónomos brasileiros do Observatório SONEAR, nomeadamente Cristóvão Jacques Lage de Faria, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros na noite de 13 março deste ano.

Neste momento o brilho deste cometa, que foi visível com binóculos, está a enfraquecer atingindo agora os 11,5.

 

sábado, setembro 06, 2014

Sempre a Lua

CCD MX916 1/1000s 66/f 400

segunda-feira, setembro 01, 2014

Conjunção Lua - Saturno

31 agosto 2014 em Rocas do Vouga com um ETX90 e um smartphone em foco direto numa ocular de 26mm.

quinta-feira, julho 17, 2014

A Nebulosa do Euro


Situada na constelação do Cisne tem cerca de 25 anos-luz de diâmetro, e está a aproximadamente 4.7 mil anos-luz de distância da Terra (felizmente!).
É uma nebulosa muito difícil de fotografar dado que as estrelas brilhantes que a rodeiam “queimam” a imagem da nebulosa quando fazemos exposições de longa duração.
Em todo o caso realizámos 30 exposições de 40 segundos cada que depois de integradas e pré-processadas com os respetivos darks, flats e offsets, foram suficientes para revelar a zona mais luminosa da emissão do hidrogénio da bordadura da nebulosa que faz lembrar o símbolo €. Não utilizámos também os filtros normalmente aconselhados (Halfa ou OIII).


A estrela central da nebulosa é uma Wolf-Rayet (WR 136), considerada uma estrela rara muito muito massiva mas que perdeu a sua massa de forma acelerada devido aos fortes ventos solares que também moldam o ambiente á sua volta, expelindo o equivalente à massa do nosso Sol a cada 10.000 anos. Dentro de alguns milhões de anos, a WR 136 deverá dar origem a uma supernova.
A imagem dá relevância às estrelas azuis dado ser uma região propícia á formação de estrelas, nebulosas escuras resultantes da concentração de gás e poeira cósmica ali existente.

quarta-feira, julho 16, 2014

Um DAMACLOIDE: um asteroide que se tornou cometa

 
 
 


Pela primeira vez observou-se um asteroide , designado por2013 UQ4 e descoberto a 23 de outubro pelo Catalina Sky Survey, a transformar-se num cometa, o C/2013 UQ4 Catalina. Anteriormente a este caso, em 2002, o NEO 2001 OG108 havia dado origem a uma cabeleira cometária e foi por isso reclassificado também como cometa: C/2001 OG108 (LONEOS).

Em 7 de maio de 2014, Taras Prystavski e Artyom Novichonok observavam o asteroide quando deram conta do desenvolvimento de uma cauda de poeiras.
Este tipo de asteróide pertence á classe dos Damacloides e são caracterizados por serem objetos de período longo com órbitas retrógradas e muito excêntricas.

Presentemente passa a grande velocidade na constelação do Dragão vindo do hemisfério sul, crescendo em magnitude e tendo atingido a distância mínima ao nosso planeta de 47 milhões de quilómetros a 10 de julho. Percorre cerca de 7 graus em 24 horas o que produz imagens como aquela feita por nós na madrugada de 16 de julho em que é visível o seu trajeto em cerca de 35 minutos.
Em grande medida isto dificulta o posicionamento do cometa no campo de visão reduzido de um telescópio com maior ampliação.

A imagem é o resultado da integração de 32x40 segundos a 1600 iso com uma Canon 350D modificada e dotada de um filtro anti-poluição luminosa (CLS clip system) em foco direto num Celestron de 203mm com um redutor de focal f/6.3. Na mesma imagem, no canto superior direito é visível uma galáxia PGC de magnitude 15,1.

Simulação produzida pelo SkyMap mostrando o trajeto do asteroide/cometa.

terça-feira, julho 01, 2014

Atividade solar

Com o aparecimento destas duas Regiões Ativas cresceram as possibilidades de se produzirem fenómenos fulgurativos de raios X nos próximos dias.

domingo, junho 29, 2014

Uma Supernova na galáxia profunda NGC4386 e outras galáxias

 
Galáxia: NGC 4386 Supernova SN2014bv Tipo Ia
Coordenadas supernova: 12h 24m 31s +75º 32' 09"
Estrela de calibração 149: magnitude 14,940 (V),14.508 (Rc) e 15,540 (B)
Mais informação: http://www.rochesterastronomy.org/sn2014/sn2014bv.html

 
M101 na Ursa Maior

 
M100 na Virgem

terça-feira, junho 24, 2014

terça-feira, junho 17, 2014

domingo, junho 15, 2014

O k1 PANSTARRS por breves momentos

 
Entre as 22:00 e as 22:30, uma pequena "aberta" permitiu ver o cometa C/2012 K1 Panstarrs
em Ponta Delgada.

segunda-feira, junho 09, 2014

Cometa K1 PANSTARRS a crescer de brilho

Noite de 8 de junho com abertas e nuvens baixas correndo de NW e poluição luminosa acrescida pelos foguetes (roqueiras!) das festividades do Espírito Santo. Voltámos a centrar a nossa atenção no cometa C/2012 K1 PANSTARRS que continua a transitar na constelação da Ursa Maior. Fizemos 50 imagens de 40 segundos cada que integrámos posteriormente com o software Íris. As imagens foram captadas em foco direto num C8 com um redutor de focal 6,3 e uma Canon 350D modificada e com filtro antipoluição luminosa. O cometa apresentava-se baixo no céu sofrendo do fenómeno de extinção (tornando o cometa azulado) e de muita nebulosidade esparsa provinda de NW.
Apesar de todos os constrangimentos registámos um aumento de brilho para 7,8 - 7,9 e uma condensação da cabeleira bastante pronunciada.

 
Mosaico de duas imagens mostrando o cometa, ora centrado no campo estelar ora no seu próprio falso-núcleo.

segunda-feira, junho 02, 2014

Primeiras imagens de junho

Cometa C/2012 K1 Panstarrs com um Celestron 203mm a f/6,3
 
Integrações de 10x40 segundos a 1600iso com Canon 350D modificada e com filtro CLS clip system
Pré-tratamento com masters flat, dark e offset

Enxame Globular M13 da constelação de Hércules

domingo, junho 01, 2014

Acompanhando o K1 e a SN2014bc

 
O cometa C/2012 K1 Panstarrs ultrapassou já a barreira da magnitude 8 e evolui rapidamente para ser um objeto binocularmente detetável.

 
A galáxia M65 e a sua companheira M66 que alberga a SN2014bc que parece ter aumentado de brilho perto do núcleo galáctico.
 
 
A galáxia M64 numa curta exposição.
 
 

terça-feira, maio 27, 2014

Um Cometa e uma Supernova do Consórcio Panstarrs


A noite de 26 de maio foi bastante razoável para observações astronómicas. Pelo menos até perto da 24:00 horas, quando de oeste se adensaram nuvens que viriam a cobrir praticamente todo o céu. Neste lapso de tempo efetuámos múltiplas imagens do cometa C/2012 K1 Panstarrs que circula na Ursa Maior com um brilho muito mais intenso desde a última vez que o vimos. Deverá no momento ter uma magnitude visual em torno dos 8.

Aqui ficam duas imagens do cometa que surge com uma cauda já bastante desenvolta e com uma cabeleira esverdeada de cianogénio.

 
Por falar em Panstarrs veio-nos á mente que a equipa PanSTARRS-1 descobriu com a confirmação posterior do Katzman Automatic Imaging Telescope ( KAIT ) do Observatorio Lick, de uma Supernova na galáxia M106, na constelação dos Cães de Caça e agora denominada SN2014bc. Como andávamos lá perto, resolvemos dar uma “vista de olhos”, realizando uma integração de 24 imagens de 40 segundos.

A M106 situa-se a 23 milhões de anos-luz e foi exatamente a esta distância no tempo que a estrela supergigante explodiu de forma violenta até chegar ao nosso planeta no dia 20 de maio de 2014, data da sua descoberta. A galáxia é relativamente brilhante com magnitude 9,possuindo um núcleo também muito brilhante que dificulta a visualização da Supernova por se encontrar apenas a alguns segundos de arco deste núcleo com uma magnitude de cerca de 14,5.

 

Trata-se de uma Supernova do tipo II com espetro de emissão no H-alfa (1ª linha de emissão do átomo de hidrogénio), tipicamente massiva em relação ao nosso Sol (pelo menos 8 vezes maior) e que esgotado o seu combustível (hidrogénio e hélio) em elementos mais pesados como o ferro, chega a um beco sem saída, apagando-se o seu “motor” interno e decaindo sobre si própria. Quando as camadas exteriores da estrela atingem o núcleo, produz-se uma explosão colossal que atinge tudo á sua volta e devolve ao espaço cósmico todos os elementos de que agora somos feitos…incluindo o ferro que nos circula no sangue!

A imagem obtida no limite técnico de um telescópio Schimidt-Cassegrain de 203mm a f/10, não evidência de forma clara a presença da Supernova que deverá nos próximos tempos aumentar de brilho. A imagem foi redimensionada (encolhida) apenas a 80% do seu tamanho original.


Entretanto o cometa 209P/LINEAR esteve a 6 de maio no seu perihélio mas a 29 deste mês passará apenas a 0,0554 Unidades Astronómicas (UA) do nosso planeta (8,290,000 km) atingindo magnitude de 11 e tornando-se no 9º cometa a aproximar-se tando da Terra.

Esperava-se também que o nosso planeta fosse afetado na manhã de 24 de maio pela sua passagem pelas poeiras deixadas pela cauda deste cometa, criando uma tempestade de meteoritos, o que não se veio a verificar (teria sido um belíssimo espetáculo).

A imagem aqui presente revela-o com uma magnitude muito fraca da ordem dos 15 valores mostrando apenas o seu núcleo muito brilhante. Uma outra galáxia do céu profundo e com magnitude de 15.4 também é visível no mesmo quadrante. Acrescentámos uma mapa da mesma região do céu produzido pelo simulador SkyMap pro.

Na constelação da Virgem existe a bonita galáxia espiral barrada denominada M104 (M de Messier, o seu catalogador mas não descobridor) e situada a cerca de 28 milhões de anos-luz. É também conhecida pela Galáxia do Sombrero devido a parecer-se com um chapéu mexicano.


Possui, como a imagem mostra, um núcleo muito brilhante onde reside um Buraco Negro Supermassivo. Em seu redor gira um disco imenso de poeira e matéria escura que não deixa passar a luz.