domingo, setembro 21, 2014

O Jacques e a SNdx na muito ativa NGC337


A Supernova C/2014cx foi descoberta em 2 setembro deste ano  por Koichi Itagaki. É do tipo II e apresenta-se de momento com uma magnitude em torno dos 14,3. A NGC 337  é uma galáxia espiral barrada (SBcd) localizada na direcção da constelação da Baleia e constitui uma fonte de produção massiva de novas estrelas. Recentemente foram descobertos 8 objetos ultraluminosos emissores de raios X e anteriormente a esta descoberta outra Supernova do tipo IIP, a SN 2011DQ havia explodido nesta galáxia muito ativa tendo sido observada em 15 maio de 2011 pelo Observatório Sul Africano Klein Karoo.

C/2014 E2 (Jacques), provisóriamente designado por S002692, é um cometa de período longo descoberto pelos astrónomos brasileiros do Observatório SONEAR, nomeadamente Cristóvão Jacques Lage de Faria, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros na noite de 13 março deste ano.

Neste momento o brilho deste cometa, que foi visível com binóculos, está a enfraquecer atingindo agora os 11,5.

 

sábado, setembro 06, 2014

Sempre a Lua

CCD MX916 1/1000s 66/f 400

segunda-feira, setembro 01, 2014

Conjunção Lua - Saturno

31 agosto 2014 em Rocas do Vouga com um ETX90 e um smartphone em foco direto numa ocular de 26mm.

quinta-feira, julho 17, 2014

A Nebulosa do Euro


Situada na constelação do Cisne tem cerca de 25 anos-luz de diâmetro, e está a aproximadamente 4.7 mil anos-luz de distância da Terra (felizmente!).
É uma nebulosa muito difícil de fotografar dado que as estrelas brilhantes que a rodeiam “queimam” a imagem da nebulosa quando fazemos exposições de longa duração.
Em todo o caso realizámos 30 exposições de 40 segundos cada que depois de integradas e pré-processadas com os respetivos darks, flats e offsets, foram suficientes para revelar a zona mais luminosa da emissão do hidrogénio da bordadura da nebulosa que faz lembrar o símbolo €. Não utilizámos também os filtros normalmente aconselhados (Halfa ou OIII).


A estrela central da nebulosa é uma Wolf-Rayet (WR 136), considerada uma estrela rara muito muito massiva mas que perdeu a sua massa de forma acelerada devido aos fortes ventos solares que também moldam o ambiente á sua volta, expelindo o equivalente à massa do nosso Sol a cada 10.000 anos. Dentro de alguns milhões de anos, a WR 136 deverá dar origem a uma supernova.
A imagem dá relevância às estrelas azuis dado ser uma região propícia á formação de estrelas, nebulosas escuras resultantes da concentração de gás e poeira cósmica ali existente.

quarta-feira, julho 16, 2014

Um DAMACLOIDE: um asteroide que se tornou cometa

 
 
 


Pela primeira vez observou-se um asteroide , designado por2013 UQ4 e descoberto a 23 de outubro pelo Catalina Sky Survey, a transformar-se num cometa, o C/2013 UQ4 Catalina. Anteriormente a este caso, em 2002, o NEO 2001 OG108 havia dado origem a uma cabeleira cometária e foi por isso reclassificado também como cometa: C/2001 OG108 (LONEOS).

Em 7 de maio de 2014, Taras Prystavski e Artyom Novichonok observavam o asteroide quando deram conta do desenvolvimento de uma cauda de poeiras.
Este tipo de asteróide pertence á classe dos Damacloides e são caracterizados por serem objetos de período longo com órbitas retrógradas e muito excêntricas.

Presentemente passa a grande velocidade na constelação do Dragão vindo do hemisfério sul, crescendo em magnitude e tendo atingido a distância mínima ao nosso planeta de 47 milhões de quilómetros a 10 de julho. Percorre cerca de 7 graus em 24 horas o que produz imagens como aquela feita por nós na madrugada de 16 de julho em que é visível o seu trajeto em cerca de 35 minutos.
Em grande medida isto dificulta o posicionamento do cometa no campo de visão reduzido de um telescópio com maior ampliação.

A imagem é o resultado da integração de 32x40 segundos a 1600 iso com uma Canon 350D modificada e dotada de um filtro anti-poluição luminosa (CLS clip system) em foco direto num Celestron de 203mm com um redutor de focal f/6.3. Na mesma imagem, no canto superior direito é visível uma galáxia PGC de magnitude 15,1.

Simulação produzida pelo SkyMap mostrando o trajeto do asteroide/cometa.

terça-feira, julho 01, 2014

Atividade solar

Com o aparecimento destas duas Regiões Ativas cresceram as possibilidades de se produzirem fenómenos fulgurativos de raios X nos próximos dias.

domingo, junho 29, 2014

Uma Supernova na galáxia profunda NGC4386 e outras galáxias

 
Galáxia: NGC 4386 Supernova SN2014bv Tipo Ia
Coordenadas supernova: 12h 24m 31s +75º 32' 09"
Estrela de calibração 149: magnitude 14,940 (V),14.508 (Rc) e 15,540 (B)
Mais informação: http://www.rochesterastronomy.org/sn2014/sn2014bv.html

 
M101 na Ursa Maior

 
M100 na Virgem

terça-feira, junho 24, 2014

terça-feira, junho 17, 2014

domingo, junho 15, 2014

O k1 PANSTARRS por breves momentos

 
Entre as 22:00 e as 22:30, uma pequena "aberta" permitiu ver o cometa C/2012 K1 Panstarrs
em Ponta Delgada.

segunda-feira, junho 09, 2014

Cometa K1 PANSTARRS a crescer de brilho

Noite de 8 de junho com abertas e nuvens baixas correndo de NW e poluição luminosa acrescida pelos foguetes (roqueiras!) das festividades do Espírito Santo. Voltámos a centrar a nossa atenção no cometa C/2012 K1 PANSTARRS que continua a transitar na constelação da Ursa Maior. Fizemos 50 imagens de 40 segundos cada que integrámos posteriormente com o software Íris. As imagens foram captadas em foco direto num C8 com um redutor de focal 6,3 e uma Canon 350D modificada e com filtro antipoluição luminosa. O cometa apresentava-se baixo no céu sofrendo do fenómeno de extinção (tornando o cometa azulado) e de muita nebulosidade esparsa provinda de NW.
Apesar de todos os constrangimentos registámos um aumento de brilho para 7,8 - 7,9 e uma condensação da cabeleira bastante pronunciada.

 
Mosaico de duas imagens mostrando o cometa, ora centrado no campo estelar ora no seu próprio falso-núcleo.

segunda-feira, junho 02, 2014

Primeiras imagens de junho

Cometa C/2012 K1 Panstarrs com um Celestron 203mm a f/6,3
 
Integrações de 10x40 segundos a 1600iso com Canon 350D modificada e com filtro CLS clip system
Pré-tratamento com masters flat, dark e offset

Enxame Globular M13 da constelação de Hércules

domingo, junho 01, 2014

Acompanhando o K1 e a SN2014bc

 
O cometa C/2012 K1 Panstarrs ultrapassou já a barreira da magnitude 8 e evolui rapidamente para ser um objeto binocularmente detetável.

 
A galáxia M65 e a sua companheira M66 que alberga a SN2014bc que parece ter aumentado de brilho perto do núcleo galáctico.
 
 
A galáxia M64 numa curta exposição.
 
 

terça-feira, maio 27, 2014

Um Cometa e uma Supernova do Consórcio Panstarrs


A noite de 26 de maio foi bastante razoável para observações astronómicas. Pelo menos até perto da 24:00 horas, quando de oeste se adensaram nuvens que viriam a cobrir praticamente todo o céu. Neste lapso de tempo efetuámos múltiplas imagens do cometa C/2012 K1 Panstarrs que circula na Ursa Maior com um brilho muito mais intenso desde a última vez que o vimos. Deverá no momento ter uma magnitude visual em torno dos 8.

Aqui ficam duas imagens do cometa que surge com uma cauda já bastante desenvolta e com uma cabeleira esverdeada de cianogénio.

 
Por falar em Panstarrs veio-nos á mente que a equipa PanSTARRS-1 descobriu com a confirmação posterior do Katzman Automatic Imaging Telescope ( KAIT ) do Observatorio Lick, de uma Supernova na galáxia M106, na constelação dos Cães de Caça e agora denominada SN2014bc. Como andávamos lá perto, resolvemos dar uma “vista de olhos”, realizando uma integração de 24 imagens de 40 segundos.

A M106 situa-se a 23 milhões de anos-luz e foi exatamente a esta distância no tempo que a estrela supergigante explodiu de forma violenta até chegar ao nosso planeta no dia 20 de maio de 2014, data da sua descoberta. A galáxia é relativamente brilhante com magnitude 9,possuindo um núcleo também muito brilhante que dificulta a visualização da Supernova por se encontrar apenas a alguns segundos de arco deste núcleo com uma magnitude de cerca de 14,5.

 

Trata-se de uma Supernova do tipo II com espetro de emissão no H-alfa (1ª linha de emissão do átomo de hidrogénio), tipicamente massiva em relação ao nosso Sol (pelo menos 8 vezes maior) e que esgotado o seu combustível (hidrogénio e hélio) em elementos mais pesados como o ferro, chega a um beco sem saída, apagando-se o seu “motor” interno e decaindo sobre si própria. Quando as camadas exteriores da estrela atingem o núcleo, produz-se uma explosão colossal que atinge tudo á sua volta e devolve ao espaço cósmico todos os elementos de que agora somos feitos…incluindo o ferro que nos circula no sangue!

A imagem obtida no limite técnico de um telescópio Schimidt-Cassegrain de 203mm a f/10, não evidência de forma clara a presença da Supernova que deverá nos próximos tempos aumentar de brilho. A imagem foi redimensionada (encolhida) apenas a 80% do seu tamanho original.


Entretanto o cometa 209P/LINEAR esteve a 6 de maio no seu perihélio mas a 29 deste mês passará apenas a 0,0554 Unidades Astronómicas (UA) do nosso planeta (8,290,000 km) atingindo magnitude de 11 e tornando-se no 9º cometa a aproximar-se tando da Terra.

Esperava-se também que o nosso planeta fosse afetado na manhã de 24 de maio pela sua passagem pelas poeiras deixadas pela cauda deste cometa, criando uma tempestade de meteoritos, o que não se veio a verificar (teria sido um belíssimo espetáculo).

A imagem aqui presente revela-o com uma magnitude muito fraca da ordem dos 15 valores mostrando apenas o seu núcleo muito brilhante. Uma outra galáxia do céu profundo e com magnitude de 15.4 também é visível no mesmo quadrante. Acrescentámos uma mapa da mesma região do céu produzido pelo simulador SkyMap pro.

Na constelação da Virgem existe a bonita galáxia espiral barrada denominada M104 (M de Messier, o seu catalogador mas não descobridor) e situada a cerca de 28 milhões de anos-luz. É também conhecida pela Galáxia do Sombrero devido a parecer-se com um chapéu mexicano.


Possui, como a imagem mostra, um núcleo muito brilhante onde reside um Buraco Negro Supermassivo. Em seu redor gira um disco imenso de poeira e matéria escura que não deixa passar a luz.

quinta-feira, maio 15, 2014

O K1 Panstarrs entre nuvens


Noite de 14 maio. Nem deu para aquecer o equipamento...uma aberta de meia-hora foi a janela de observação permitida para fazer astrofotografia: 15 imagens de 40 segundos com muito ruído de fundo (Lua Cheia a 99,9% e nuvens altas). O cometa revela-se mais brilhante do que nunca (8,2) e promete espetáculo daqui a uns mêses.

quarta-feira, maio 14, 2014

Cometas em alta

Na noite de 13 de maio realizámos imagens do cometa K1 Panstarrs que cruzava a constelação da Ursa Maior com um brilho crescente rondando a magnitude visual de 8,3.
Apesar da Lua estar na sua fase Cheia e da poluição luminosa de Ponta Delgada, dava para perceber o aumento de brilho do cometa e de uma Cabeleira bastante extensa com um Falso Núcleo "starlike".
O mosaico aqui presente resulta da integração de imagens de 35x40 segundos obtidas com um Celestron 203mm a f/10 e uma Canon 350d modificada e com filtro clip system CLS. Software de pré-tratamento Íris com masters Offset, Dark e Flat.

 
Outro cometa também a transitar na mesma constelação era o 209P/Linear com uma magnitude muito débil e do qual foi possível registar apenas um falso núcleo muito brilhante. Este cometa gerou um vasto campo de partículas no espaço que o nosso planeta irá atravessar na manhã do próximo dia 24, entre as 6:00 e as 7:30 horas, e que deverá apresentar um ZHR (Zenital Hourly Rate) bastante elevada, sendo que alguns esperam uma autêntica tempestade de meteoritos (entre 100 a 4000 por hora). Fenómeno idêntico àquele presenciado por nós em novembro de 1998 com as Leónidas.
Na imagem é visível uma galáxia longínqua (PGC) com magnitude perto de 17.
 
 
Apresentamos também um mapa da zona do céu onde se situava o cometa e gerado pelo SkyMap pro e que mostra a exata posição do cometa 209P/Linear.
 
 
 

sexta-feira, maio 02, 2014

Açores recebem em 2015 a reunião magna do European VLBI Group for Geodesy and Astrometry

Os Açores vão receber no próximo ano a reunião magna do European VLBI Group for Geodesy and Astrometry (EVGA), depois de a candidatura açoriana ter derrotado a que foi apresentada pela Rússia.
A candidatura dos Açores, apresentada durante a oitava assembleia do International VLBI Service for Geodesy and Astrometry (IVS), realizada em Xangai, na China, e por nós aqui noticiada, obteve 36 dos 39 votos possíveis, enquanto a candidatura russa obteve apenas três votos.
A presença dos Açores nestes fóruns decorre no âmbito da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais (RAEGE).
O projeto da RAEGE visa a construção de uma rede composta por quatro estações geodésicas fundamentais (EGF), destinadas à realização de estudos de Radioastronomia, Geodesia e Geofísica.
 
 
A estação de Santa Maria estará pronta a ser inaugurada, com todos os equipamentos em funcionamento, a partir do primeiro trimestre de 2015, altura em que se realizará nos Açores o encontro EVGA2015, que contará com a presença de cerca de 80 investigadores de todo o mundo.
Este evento, que se realizará de 18 a 22 de maio de 2015, terá a duração de cinco dias e será agregado ao encontro da direção do IVS, que contará com cerca de duas dezenas de participantes.
 
In Painel SRRN.

domingo, abril 27, 2014

Novas do K1 Panstarrs a 26 e 30 de abril

 
A variação de magnitude neste período não foi muito significativa.
As imagens presentes nestes dois mosaicos foram realizados com condições atmosféricas muito más com nebulosidade e vento do quadrante sul e poluição luminosa á mistura. Dificuldades acrescidas em manter uma focagem razoável e na seleção da estrela de referência para uniformização da palete RGB. Muito ruído de fundo!!
 
 

quinta-feira, abril 24, 2014

O K1 PanStarrs aumenta de brilho

 
 
O cometa C/2012 K1 Panstarrs foi observado por nós em 23 abril 2014 mostrando que o seu brilho aumentou para 8.8-8.7 e desenvolvendo uma cauda de poeiras muito extensa. Também parece ter gerado uma cauda iónica "escondida" pela primeira num ângulo de aproximadamente 175º,
O aparecimento desta cauda iónica poderá dever-se à atividade solar com as suas ultimas fulgurações .
 
 
Mapa estelar da região onde transita o cometa produzido pelo SkyMap.

quarta-feira, abril 23, 2014

Ocultação de uma estrela por Vesta

Se o céu permitisse, pelas 21:52 hora local de 23 de Abril, teríamos a oportunidade de ver a partir de Ponta Delgada a ocultação da estrela GSC 311.1544 de magnitude 13,8 pelo asteroide Vesta. Aqui ficam os mapas pelo TheSky antes e durante o fenómeno.
 


segunda-feira, abril 21, 2014

K1 PAN-starrs

 
Descoberto a 19 de maio de 2012 pelo telescópio PAN-starrs 1 na ilha de Maui no Hawaii, com magnitude 19,7, poderá nos próximos meses tornar-se um objeto visível com binóculos atingindo magnitudes em redor de 6,5 e 7.
 
 
Neste momento atravessa a constelação da Ursa Maior e nos próximos dias a do Boeiro. Ver Mapa em  http://cometchasing.skyhound.com/comets/2012_K1.pdf.
Aproveitando uma aberta de algumas horas entre as 21:00 e as 23:00 horas da noite de 20 de abril, fizemos um conjunto de 40 imagens a 40 segundos cada que depois de integradas com o software Irís, depois de terem sido sujeitas a um pré-tratamento com os masters offset, dark e flat fields, obtivemos dois tipos de imagens: uma centrada no campo estelar e a outra no próprio cometa. A magnitude visual do cometa situava-se nos 9,8 e apresentava uma extensa cauda com mais de 15 minutos arco estendendo-se de forma encurvada (porque está a rodar a norte do plano da Eclitica em direção ao Sol e ao nosso planeta) e com uma Cabeleira de diâmetro de 2,5 a 3 minutos arco aproximadamente.
 
Equipamento: Celestron de 8 polegadas a f/10 com montagem DX da Vixen, com uma Canon 350D modificada, em foco direto e com filtro anti-poluição luminosa tipo clip-system.
Cometa a acompanhar nos próximos meses e ainda este mês poderá atingir magnitude visual 8.

domingo, abril 20, 2014

Um Sol apimentado

Inúmeros grupos de manchas solares povoavam o disso solar destacando-se a Região Ativa 2036 pela fulguração da classe M7.3 lançada para o espaço. Até parece que o Sol quer recuperar o tempo perdido com este acréscimo de atividade magnética.

quarta-feira, abril 09, 2014

Marte from Azores


Esta imagem apenas merece um comentário relativo ás péssimas condições atmosféricas que se tem vindo a sentir nos Açores não permitindo observações astronómicas.
Marte que se encontrava ontem dia 8 de abril em oposição que ocorreu pelas 20:57 UT com um diâmetro planetário aparente de 15,1 segundos de arco, mais não era do que um imenso borrão, saltando literalmente a imagem no pequeno quadrante gerado por uma SPC900nc da Philips aplicada em foco direto num Celestron de 8 polegadas a f/30.
Ainda assim é visível a calote polar norte e um vasto complexo de nuvens na zona polar sul na Bacia de Impato Helas.
Talvez que no dia 14 de abril pelas 12:54 UT, aquando da sua aproximação máxima ao nosso planeta, com um disco aparente com 15,2 segundos de arco de diâmetro e a 92.386.848 km de distância, seja possível fazer melhores imagens. Vamos manter a esperança.

Entretanto entre os 16 filmes AVI um deles apresentava entre os seus 1000 frames, muitos de qualidade melhorada que permitiram a obtenção desta imagem de Marte, depois de um tratamento adequado com o software RegiStax 5. Aqui fica o registo:

quarta-feira, abril 02, 2014

O disco solar em 2 abril


Depois de uma fulguração X1.1 realizada pela RA2117 o disco solar apresentava-se com 3 grupos principais em desenvolvimento com complexidades magnéticas crescentes tudo levando a crer que poderão despoletar algumas explosões de massa coronal, nomeadamente na 2021 e 2027.

domingo, março 16, 2014

O disco solar a 16 março 2014

Duas grandes regiões ativas cruzavam o disco solar, a saber a 2002 com uma configuração multipolar Eai e a 2005 tipo Hax com tendência para desenvolvimentos mais complexos.

sábado, março 01, 2014

Cometa 124P/Mrkos



Na noite de 27 fevereiro tentámos localizar o cometa 124P/Mrkos, tendo-se revelado uma tarefa muito difícil devido ás más condições atmosféricas e ao facto de se apresentar ainda muito próximo do horizonte sofrendo com o fenómeno de extinção atmosférica.

Em todo o caso, ainda conseguimos fazer 10 exposições úteis de 60 segundos cada, suficientes para revelar a sua presença muito ténue com uma magnitude que deveria ser de 15,7.

Na imagem enquadrámos um mapa da zona do céu onde se situava o cometa e assinalámos as magnitudes de um conjunto de estrelas que nos serviram de referência para o cálculo da sua magnitude.

A imagem é o resultado da integração de 10x60s com 1600iso feitas com uma Canon 350D modificada (á qual foi removido o filtro original) e pré-tratada com os respetivos masters Flats, Darks e Offsets pelo software Íris. Utilizámos um C8 com uma montagem equatorial  alemã goto.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Supernova 2014L na M99


Sob condições atmosféricas de grande turbulência e com o nosso objetivo muito baixo no horizonte só conseguimos realizar 20 imagens de 60 segundos cada com muito ruído de fundo.
Pela segunda vez este ano uma Supernova surge numa galáxia brilhante do catálogo Messier. A primeira foi na M82 com a 2014J. Agora foi na M99 situada na constelação da Cabeleira de Berenice e muito próxima da cauda da constelação do Leão com a estrela Denebola.
Esta supernova designada por SN2014L apresenta-se mais fraca em brilho a uns 60 milhões de anos-luz do nosso sistema solar, rondando uma magnitude de 15 e diminuindo rapidamente de brilho.
Foi descoberta por THU-NAOC Transient Survey (TNTS - China) e é do tipo Ic.
Esta imagem é o resultado da integração de 20x60 segundos com uma Canon 350D modificada e com filtro antipoluição luminosa (CLS-clip system) e em foco direto num Celestron 203mm a f/10.