Um olhar telescópico da Região Autónoma dos Açores, ilha de São Miguel, sobre os fenómenos astronómicos que acontecem no Universo mais próximo.
sábado, fevereiro 14, 2015
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
Um cometa e um Filamento Solar
Este Filamento que mais não é do que um titânico arco de plasma planando sobre a superfície solar representa um fluxo magnético "enrolado" vindo do interior e que poderá decair gerando uma reconexão magnética acompanhada de uma Ejeção de Massa Coronal que nestas circunstâncias atuais poderia ser direcionada ao nosso planeta com as devidas consequências geomagnéticas. Apesar da sua grande estabilidade verificada até agora é para seguir com atenção...
Imagem feita na banda de emissão da primeira linha do hidrogénio.
Cometa Q2 do Terry Lovejoy
Apanhámo-lo hoje viajando aparentemente pela constelação de Andrómeda depois de uma "aberta" permitida pelas nuvens sopradas pelo vento de Nordeste. Continua a apresentar uma cauda muita extensa com mais de 7 graus de comprimento e bastante complexa. A sua coloração esverdeada denuncia a existência de um vasto manancial moléculas de cianogénio e de carbono.
Continua a poder ser visto a olho-nu aplicando a técnica de visão lateral. Sem qualquer dificuldade é um objeto perfeitamente visível com binóculos.
A imagem é resultado da integração de 14x30s a 1600iso com Canon 350D modificada em foco direto num refrator apocromático de 66mm a f/6 e foi obtida em Ponta Delgada, Fajã de Baixo, pelas 22:00 horas locais.
A estrutura da cauda do cometa revela uma grande atividade no seu núcleo à medida que se aproxima do Sol apesar de se afastar de nós. Aqui a sua extensão vai até cerca de 3 graus ficando aquém dos 7 ou 8 graus que é na realidade o seu tamanho.
Esta imagem foi obtida ontem (7 fev 2015) em Ponta Delgada e representa a integração de 26 imagens de 30 segundos cada.
Equipamento: Canon 350D modificada a 1600iso com filtro CLS-clip system (anti-poluição luminosa) e montagem equatorial alemã GPDX Vixen com SkySensor2k.
terça-feira, fevereiro 03, 2015
Cometa Q2 Lovejoy a 2 fev 2015
Por entre poluição luminosa da Lua Cheia e nuvens carregadas de humidade transportada por um vento Sul, fizemos uma curta observação ao cometa com uma integração de 21x30s a iso1600 de uma Canon 350D modificada em foco direto num Apocromático 66/400.
Iniciámos a nossa observação pelas 19:30 não presenciando nenhum fenómeno luminoso proveniente da entrada de um mini-asteroide na alta atmosfera entre S. Jorge e Graciosa e que foi confirmado pelos sismógrafos do CIVISA ao ter provocado um enorme estrondo que, só mais tarde relacionámos com o evento que se deu pelas 20:00 horas locais e que foi ouvido em quase todo o arquipélago.
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Q2 Lovejoy a 28 jan 2015
Cometa Q2 Lovejoy na noite de 28 jan 2015.
Ponta Delgada, com céu muito nublado com Lua em Quarto Crescente.APO66D/400 a f/6 e Canon 350D modificada e com filtro antipoluição luminosa.
Integração de 27x40segundos a 1600iso.
A imagem acima sofreu tratamento apropriado em que foram retirados os gradientes através de "máscaras" de modo a subtrair os efeitos da poluição luminosa, bem visível na primeira imagem. Ambas cobrem aproximadamente uma área de 2 graus e 21 arcos de minuto por 27 arcos de minuto.
Também ambas as imagens foram sujeitas a pré-tratamento com "masters offsets, darks e flats" através do software Ìris.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
domingo, janeiro 18, 2015
sábado, janeiro 17, 2015
Lovejoy a 16 janeiro
6x30s a 1600iso com Canon 35oD modificado e com filtro
anti-poluição luminosa CLS em foco direto num 102FS
takahashi montado numa Vixen GPDX.
quinta-feira, janeiro 15, 2015
Anatomia do cometa Q2 Lovejoy
As imagens obtidas a 7 de janeiro foram submetidas ao tratamento de dois filtros, nomeadamente um desconvolutivo (Richardson-Lucy) e outro rotativo (Larson-Sekanina) que tiveram a faculdade de pôr em evidência os jatos e fontes de sublimação do gelo em vapor de agua provindas do núcleo do cometa que devera ter um diâmetro aproximado de 9 a 10 quilómetros. Cerca de 4 fontes principais foram postas em evidencia assim como o movimento de rotação inerente ao cometa.
quarta-feira, janeiro 14, 2015
domingo, janeiro 11, 2015
Lovejoy no dia 10 de janeiro
Entre as 22:00 e 23:30 da noite de 10 janeiro, o céu proporcionou a observação co cometa Q2 Lovejoy que já é possível ver perfeitamente a olho nu e que apresenta como revelam as imagens uma cauda "partida" e uma atividade grande na cabeleira mais interna que deverá ter origem no seu núcleo numa das várias fontes de CO2 e vapor de água. Pela primeira vez conseguimos uma "janela" de uma hora com alguma qualidade nas condições atmosféricas e antes de surgir a Lua. Foi assim possível com a integração de mais de 30 imagens de 35 segundos cada ver a cauda do cometa que se mostra muito complexa e partida. O brilho do Q2 ronda a magnitude 4.
Sistema ótico utilizado na obtenção das imagens do Q2
quinta-feira, janeiro 08, 2015
Lovejoy
1000 segundos a "furar" nuvens para ver o Q2 Lovejoy.
Entre as 19:30 e 20:00 horas locais, ainda sem a presença da Lua mas com um céu muito nebuloso, não era possível ver a olho-nu o cometa. Aqui fica o testemunho ruidoso que não foi suficiente para revelar a cauda do Q2.
Contudo ao aplicarmos um filtro Larson-Sekanina foi possível detetar outras estruturas relativas aos jatos de partículas e ao seu numero bem como perceber a existência de uma atividade acrescida na coma interior do cometa.
terça-feira, janeiro 06, 2015
Lovejoy por entre nuvens e Lua cheia
Por entre nuvens e Lua cheia sem contar com a poluição luminosa suburbana da Fajã de Baixo aqui está o Q2 Lovejoy que já é possível ver a olho nu e de forma muito nítida de binóculos. A sua coloração esverdeada denuncia a presença de Cianogénio e a sua extensa cauda revela múltiplas origens no falso núcleo.
A segunda imagem é o resultado da integração de 16x30s e mostra claramente a nebulosidade existente e o efeito introduzido pela Lua Cheia.
domingo, janeiro 04, 2015
Atividade solar em início de 2015
A RA 2253 depois de uma evolução rápida desencadeou até agora 6 fulgurações da classe C após o que perdeu a configuração magnética alfa-gama-delta mostrando-se agora bastante estável. Atravessa o meridiano central solar e equivale em tamanho a mais de 10 Terras.
quarta-feira, dezembro 17, 2014
Duas grandes regiões ativas cruzam neste momento o meridiano central no hemisfério sul do disco solar com grande complexidade magnética do tipo Ekc e Dkc, conhecidas como RA`s 2241 e 2242. Esta última produziu uma fulguração da classe M9 a 17 deste mês que deverá impactar o nosso planeta nas próximas horas e já causou interferências significativas nos operadores de rádio.
As duas imagens foram feitas pelas 13:30 ut em Ponta Delgada e mostram ambas as regiões com inúmeras manchas solares.
As duas imagens foram feitas pelas 13:30 ut em Ponta Delgada e mostram ambas as regiões com inúmeras manchas solares.
segunda-feira, novembro 24, 2014
Sessão de Astronomia de 22 novembro 2014 – Nebulosas e estrelas ionizantes
Na constelação do Cocheiro a IC405
ou a Nebulosa da Estrela Flamejante, é uma nebulosa de emissão e receção situada
a 1500 anos-luz e com uma extensão de 5 anos-luz tem no seu centro a estrela
brilhante azul variável AE Aurigae cujo potente vento solar ioniza s gás de
hidrogénio circundante criando a emissão azulada e a avermelhada quando se dá a
reabsorção dos eletrões.
IC417 ou Nebulosa da Aranha é uma
nebulosa de emissão com 100 anos-luz de extensão e localizada a 10.000 anos-luz
na constelação do Cocheiro. Esta nebulosa contém um Enxame Aberto conhecido
como NGC1931 com cerca de 40 estrelas e cujo ambiente em redor é ionizado pela
uma estrela massiva.
A região da IC1848 ou Nebulosa da
Alma situada na Cassiopeia e localizada a cerca de 6500 anos-luz do nosso
sistema solar, é uma nebulosa de emissão que envolve alguns enxames globulares
ionizantes e cuja radiação potente faz desta região um berçário de novas
estrelas.
A galáxia gigante elipíca Maffei 1 e os enxames abertos
Czernik 11 e King 4, situam-se na constelação da Cassiopeia. Maffei 1 pertence
a um grupo distinto de galáxias IC342/Maffei, situa.se a 3,5 Megaparsecs da nossa
galáxia sendo a galáxia elíptica gigante mais próxima de nós e é constituída
por inúmeros enxames globulares.
domingo, novembro 16, 2014
Acompanhamento da ex Região Ativa 2192, agora 2209
A novíssima 2209 antiga 2192 continua a apresentar uma complexa teia magnética beta-gama-delta com uma morfologia Fkc e prometendo novas fulgurações, depois de ter produzido ontem outras duas da classe M mas sem ejeção de massa coronal como nos vem já habituando desde que transitou o disco solar como Região Ativa 2192.
No dia 19 de novembro, apesar da simplificação da sua estrutura geral o grupo continua bastante complexo para poder produzir algumas fulgurações.
A nova região 9216 a SE no disco solar e a RA2209 a aproximar-se do limbo oeste e que se tem apresentado muito estável agora como Fko. O disco solar foi obtido com a media de 10 imagens de um ccd mx916 da StarlightXpress e um apo 66mm a f/6.
sábado, novembro 15, 2014
NGC1491 nebulosa de emissão no Perseu
Nebulosa de Emissão na constelação do Perseu numa região HII onde nuvens de hidrogénio são moduladas pelo vento solar e pela radiação ultravioleta emitida pela estrela central que aparece na imagem. A imagem resulta da integração de 20 imagens de 45 segundos cada e foram obtidas na noite de 14 de novembro depois de uma sessão de astronomia observacional no Colegio do Castanheiro. As condições atmosféricas ainda permitiram fazer estas imagens.
terça-feira, novembro 04, 2014
Galáxias e mais galáxias
Esta imagem, resultante da adição de 10 outras de 45 segundos cada, foi feita quando pesquisava Supernovas.
Representa a região da Messier 86 do Aglomerado da Virgem e que faz parte de uma das grandes estruturas do nosso Universo constituído pelo Super-aglomerado de Galáxias (com mais de 2000 galáxias) do qual faz parte o Grupo Local onde se insere a nossa própria galáxia.
Nesta imagem ainda é perceptivel a luminosidade que as envolve.
Representa a região da Messier 86 do Aglomerado da Virgem e que faz parte de uma das grandes estruturas do nosso Universo constituído pelo Super-aglomerado de Galáxias (com mais de 2000 galáxias) do qual faz parte o Grupo Local onde se insere a nossa própria galáxia.
Nesta imagem ainda é perceptivel a luminosidade que as envolve.
segunda-feira, novembro 03, 2014
Supernova na M61
Uma Supernova tipo Ia iluminou a M61 ou NGC4303 na constelação da Virgem a 55 milhões de anos-luz.
A descoberta foi feita no dia 29 outubro por Koichi Itagaki.
Outra Supernova, a SN2008in, já havia sido descoberta por Koichi Itagaki na mesma galáxia em 26 dezembro 2008.
A imagem aqui presente é o resultado da integração de 20 imagens de 45 segundos cada realizadas às 4:30 AM em Ponta Delgada sob condições atmosféricas muito más e com uma extinção atmosférica também muito alta dado a galáxia se encontrar muito baixa no horizonte.
A SN2014dt tem uma magnitude visual de 13,7.
A descoberta foi feita no dia 29 outubro por Koichi Itagaki.
Outra Supernova, a SN2008in, já havia sido descoberta por Koichi Itagaki na mesma galáxia em 26 dezembro 2008.
A imagem aqui presente é o resultado da integração de 20 imagens de 45 segundos cada realizadas às 4:30 AM em Ponta Delgada sob condições atmosféricas muito más e com uma extinção atmosférica também muito alta dado a galáxia se encontrar muito baixa no horizonte.
A SN2014dt tem uma magnitude visual de 13,7.
domingo, outubro 26, 2014
Sorte de Amador
Dia 26 outubro 2014: a RA2192 pelas 10:00 UT iniciava a sua quinta fulguração desde que apareceu no limbo SE do Sol. Uma fulguração da classe X2,0 que atingiu o seu máximo pelas 10:56 UT.
Quando iniciávamos as nossas observações solares entre as 10:00 e as 10:30 UT não esperávamos presenciar o início desta explosão: sorte de astrónomo amador.
Aqui ficam as imagens do acontecimento feitas na banda da emissão do espetro visível e do Halfa.
Quando iniciávamos as nossas observações solares entre as 10:00 e as 10:30 UT não esperávamos presenciar o início desta explosão: sorte de astrónomo amador.
Aqui ficam as imagens do acontecimento feitas na banda da emissão do espetro visível e do Halfa.
O mosaico mostra a evolução desta Região Ativa solar desde o seu aparecimento até à data de hoje.
domingo, outubro 19, 2014
A mãe de todas as manchas solares do Ciclo 24º
Uma das maiores manchas solares destes últimos ciclos de atividade solar acaba de rodar no limbo leste do disco solar, com uma magnitude magnética gigantesca do tipo Fkc e albergando mais de 19 manchas solares. O seu imenso potencial magnético fez com que às 05:30 H da manhã produzisse uma fulguração de raios X e ultravioletas (classe X1.1), direcionada ao nosso planeta. Não se verificou até agora nenhuma Ejeção de Massa Coronal mas é muito provável que ainda o venha a fazer no âmbito de outras fulgurações.
Quem tiver meios para ver esta gigantesca mancha solar poderá fazê-lo com toda a segurança usando filtros adequados (óculos de soldador servem perfeitamente).
A sua evolução marcante a 24 de outubro mantendo-se como uma Fkc com um tamanho aproximado de uma dúzia de diametros terrestres e depois de ter lançado para o espaço uma fulguração X1,6 e diversas M e C`s que a tem fragmentado sucessivamente aumentando a sua complexidade magnética.
Após a fulguração X3,6 do dia 25 a RA2192 fragmentou-se apresentando duas fortes pontes de luz na mancha solar principal. Mostramos aqui a sua evolução após as fulgurações principais que afetaram esta Região Ativa.
terça-feira, outubro 07, 2014
segunda-feira, outubro 06, 2014
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