Situadas na constelação da Cassiopeia a cerca de 6000 anos-luz é uma extensa região berçário de estrelas. A imagem foi obtida com um Apocromático 66mm a f/6 e uma Canon 350D modificada a 1600iso e é o resultado da integração 30x50s.
Um olhar telescópico da Região Autónoma dos Açores, ilha de São Miguel, sobre os fenómenos astronómicos que acontecem no Universo mais próximo.
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Cometa US10 Catalina em 2 de fevereiro 2016
O cometa C/2013 US10 Catalina faz agora o seu transito por perto da estrela polar depois de ter passado pelo perigeu entre 16 e 18 de janeiro ultimo a 123 milhões de quilómetros. A velocidade com que vai e a sua órbita hiperbólica farão com que deixe o sistema solar para sempre, para além da Nuvem de Oort sendo esta a ultima vez que será visto. Este aspeto induz a que este cometa seja considerado como objeto interestelar que poderá trazer informações muito importantes sobre a origem do nosso sistema solar, tudo levando a crer que constituirá mais uma peça, para além dos planetas anões como Sedna, que parecem ter sido atraídos pelo nosso Sol depois de terem pertencido a outro sistema estelar próximo.
Depois de ter sido visível com binóculos e pequenas lunetas, a sua observação agora só é possível com telescópios de algum diâmetro. As duas imagens agora obtidas foram feitas com um pequeno refrator apocromático ED de 66mm a f/6 mas dotado com uma Canon 350D desfiltrada (apenas com um filtro antipoluição luminosa) e são o resultado da integração de 30 imagens de 40 segundos cada às quais foram aplicadas processamentos com flats, darks e offsets, retirando o ruído eletrónico e as imperfeições do sistema ótico.
O cometa apresenta uma densa cauda de poeiras associada a uma cauda iónica de muito maior extensão. O seu falso núcleo apresenta-se esverdeado devido à presença de carbono molecular.
Aqui ficam as imagens da noite de 2 de fevereiro de 2016 obtidas na Fajã de Baixo em condições de intensa poluição luminosa gerada pelo campo de ténis a oeste e pelo campo de jogos a norte da Fajã de Cima (para além daquela introduzida a sul pela cidade de Ponta Delgada, sem falar das luzes de sódio das ruas envolventes e dos quintais em redor!!).
Depois de ter sido visível com binóculos e pequenas lunetas, a sua observação agora só é possível com telescópios de algum diâmetro. As duas imagens agora obtidas foram feitas com um pequeno refrator apocromático ED de 66mm a f/6 mas dotado com uma Canon 350D desfiltrada (apenas com um filtro antipoluição luminosa) e são o resultado da integração de 30 imagens de 40 segundos cada às quais foram aplicadas processamentos com flats, darks e offsets, retirando o ruído eletrónico e as imperfeições do sistema ótico.
O cometa apresenta uma densa cauda de poeiras associada a uma cauda iónica de muito maior extensão. O seu falso núcleo apresenta-se esverdeado devido à presença de carbono molecular.
Aqui ficam as imagens da noite de 2 de fevereiro de 2016 obtidas na Fajã de Baixo em condições de intensa poluição luminosa gerada pelo campo de ténis a oeste e pelo campo de jogos a norte da Fajã de Cima (para além daquela introduzida a sul pela cidade de Ponta Delgada, sem falar das luzes de sódio das ruas envolventes e dos quintais em redor!!).
Dois aspetos do cometa vistos por um Refrator apocromático 66mm a f/6
sexta-feira, janeiro 29, 2016
Uma noite com uma alta pressão nos Açores
Noite de 28 de janeiro, depois de dias seguidos de muita chuva e vento, uma alta pressão instalava-se sobre a ilha de São Miguel dando oportunidade à realização de algumas observações astronómicas.
Assim, demos prioridade ao cometa C/2013 US10 Catalina que na altura devia transitar por uma estrela da região da Ursa Maior.
Depois resolvemos dar uma vista de olhos pelo asteroide (40) Harmonia que transitava perto da cabeça da constelação do Leão. Fizemos uma sequência de imagens em alturas diferentes de modo a que quando sobrepusessemos as imagens fosse possível mostrar o seu percurso
Uma vez que naquela região se situa uma galáxia espiral barrada com um núcleo muito ativo na produção de estrelas, fizemos uma viagem de cerca de 20 milhões de anos-luz e fomos visitar a NGC2903 onde talvez a sorte nos pudesse reservar a descoberta de uma supernova ,,, -infelizmenta nada havia a registar excetuando a beleza natural desta galáxia cujo centro barrado alimenta a formação de estrelas.
Em seguida voltámos à região da constelação da Ursa Maior que perto da meia-noite se encontrava em melhor posição para uma observação à M97 ou Nebulosa Planetária do Mocho a 2030 anos-luz com 8000 anos de idade e representa o resultado do fim de vida de uma estrela que expulsou as suas camadas externas deixando uma Anã Branca no seu lugar.
Ainda fizemos algumas imagens do cometa P/2010 V1 Ikeya-Murakami do qual mal detectámos o cometa que é suposto ter uma magnitude de 9,7.
Assim, demos prioridade ao cometa C/2013 US10 Catalina que na altura devia transitar por uma estrela da região da Ursa Maior.
Depois resolvemos dar uma vista de olhos pelo asteroide (40) Harmonia que transitava perto da cabeça da constelação do Leão. Fizemos uma sequência de imagens em alturas diferentes de modo a que quando sobrepusessemos as imagens fosse possível mostrar o seu percurso
Uma vez que naquela região se situa uma galáxia espiral barrada com um núcleo muito ativo na produção de estrelas, fizemos uma viagem de cerca de 20 milhões de anos-luz e fomos visitar a NGC2903 onde talvez a sorte nos pudesse reservar a descoberta de uma supernova ,,, -infelizmenta nada havia a registar excetuando a beleza natural desta galáxia cujo centro barrado alimenta a formação de estrelas.
Em seguida voltámos à região da constelação da Ursa Maior que perto da meia-noite se encontrava em melhor posição para uma observação à M97 ou Nebulosa Planetária do Mocho a 2030 anos-luz com 8000 anos de idade e representa o resultado do fim de vida de uma estrela que expulsou as suas camadas externas deixando uma Anã Branca no seu lugar.
Ainda fizemos algumas imagens do cometa P/2010 V1 Ikeya-Murakami do qual mal detectámos o cometa que é suposto ter uma magnitude de 9,7.
terça-feira, janeiro 26, 2016
A performance de um CMOS
Na noite de 24 de janeiro durante os procedimentos de centragem e pesquisa no campo em torno do cometa US10 Catalina fizemos curtas imagens de 30 segundos a 1600iso com a Canon 350D modificada e com filtro CLS. Para grande espanto verificámos que com esta exposição tão curta era possível "apanhar" galáxias NGC e UGC com 10,7 e 14 de magnitude visual.
Para confirmação colocámos o campo estelar produzido pelo simulador SkyMap.
segunda-feira, janeiro 25, 2016
O cometa Catalina de partida
Falso núcleo
Trajeto do Catalina
Depois da Tempestade a bonança...e assim tivemos um serão com muita nebulosidade e Lua Cheia que permitiu fazer algumas imagens deste cometa.
terça-feira, dezembro 08, 2015
O US10 Catalina na madrugada de 8 dezembro
Imagens feitas com uma objetiva de 125mm e a ccd MX916 da StarlightXpress.
Conjunto de 15 imagens de 40 segundos tratadas com o MaximDL e sem pré-tratamento.
Notar a extensão da cauda iónica do cometa por alguns milhões de quilómetros.
No serão de 7 dezembro fizemos algumas imagens de objetos Messier situados na constelação do Cão Maior. Aqui ficam os registos da região da M46 e M47 assim como a M41 e a M93.
Todas as imagens foram obtidas com a objetiva 125mm e a MX916.
sexta-feira, dezembro 04, 2015
Cometa US10 CATALINA na manhã de 4 dezembro
Entre as 06:15 e as 06:45 obtivemos um conjunto de imagens com a Canon 350D modificada e um Celestron Shmidt-Cassegrain de 203mm a f/6,3, que depois de pré-tratadas com a aplicação de um pacote de "masters" offset, dark e flat com o software Íris, mostravam o cometa com as suas duas caudas, iónica e de poeiras e com uma coloração esverdeada de Carbono molecular (C2).
As condições de obtenção das imagens foram péssimas com o cometa sofrendo com a extinção atmosférica e a poluição luminosa citadina.
quarta-feira, novembro 25, 2015
Catalina, o maior cometa de 2015, finalmente visível
O cometa C/2013 US10 Catalina com aproximadamente 20 km de diametro foi descoberto a 31 outubro de 2013 pelo Catalina Sky Survey e a sua viagem em direção ao Sol deveu-se a uma perturbação gravítica com outro corpo na Nuvem de Oort.
Enquanto já era visível no hemisfério sul, tendo atingido o seu perihélio a 15 de novembro deste ano, só agora foi possível vê-lo no hemisfério norte, mesmo assim muito baixo no horizonte sudest...e e pouco antes do nascer do Sol e na constelação da Virgem.
Simulador do SkyMap
À Janela com candeeiro de iluminação pública mesmo ao lado
As caudas de poeira e iónica
Coloração esverdeada do Cianogénio
Neste momento é visível com binóculos ou um pequeno telescópio durante este mês e o próximo, a subir no céu quase 1 grau por dia, dará oportunidade a ser bem observado.
As duas imagens registadas com objetivos diferentes (uma é o somatório de 8 imagens enquanto a outra é a uma mediana de 19 imagens) mostram o falso núcleo do cometa com uma coloração esverdeada devido á emissão de C2 que se torna fluorescente face á radiação ultra-violeta do Sol e, a existência de duas caudas, a de poeiras apontando para sudeste e claramente visível e a iónica apontando para norte, O cometa mostra uma magnitude visual entre os 5 e 5,5 em parte devido à extinção atmosférica.
Estas imagens são as primeiras obtidas nos Açores e creio que em Portugal.
Utilizámos um telescópio Schmidt.Cassegrain de 203 mm a f/6,3 e uma Canon 350D modificada sem o filtro original e com um filtro CLS (anti-poluição luminosa).
As condições de obtenção destas imagens não foram as melhores, com uma colocação em estação um pouco arbitrária, com um candeeiro de iluminação pública mesmo ao lado e com o telescópio colocado numa janela sujeito a flutuação de ondas de calor como atesta uma das fotos. Por isso o ruído eletrónico é bem patente nas imagens que apesar de tudo foram sujeitas a pré-tratamento com master flats, darks e offsets.
Aqui ficam os registos acompanhados de um mapa da região do céu obtido por um simulador.
Estas imagens são as primeiras obtidas nos Açores e creio que em Portugal.
Utilizámos um telescópio Schmidt.Cassegrain de 203 mm a f/6,3 e uma Canon 350D modificada sem o filtro original e com um filtro CLS (anti-poluição luminosa).
As condições de obtenção destas imagens não foram as melhores, com uma colocação em estação um pouco arbitrária, com um candeeiro de iluminação pública mesmo ao lado e com o telescópio colocado numa janela sujeito a flutuação de ondas de calor como atesta uma das fotos. Por isso o ruído eletrónico é bem patente nas imagens que apesar de tudo foram sujeitas a pré-tratamento com master flats, darks e offsets.
Aqui ficam os registos acompanhados de um mapa da região do céu obtido por um simulador.
sexta-feira, outubro 02, 2015
Enxame Globular M13
Integração de 7x35s a 1600iso com C8 f/6.3 + Canon 350D modificada
Local: Fajã de Baixo, 29 setembro 2015
quinta-feira, outubro 01, 2015
Um olhar a sul: Plutão, M16, M22 e cometa 10P Tempel
Cometa 10P Tempel com uma cauda bem visívl
M16 - Nebulosa da Águia
M22 - Enxame Globular
Plutão
Equipamento: Celestron 8" a f/6,3 e Canon 350D modificada e dotada
de um filtro anti-poluição luminosa CLS-clip system.
Imagens processadas com Iris.
terça-feira, setembro 29, 2015
Duas regiões muito ativas
No dia 28 setembro 2015 as duas regiões classificadas como 2422 e 2423 produziam algumas Fulgurações respetivamente da classe M7,1 e M3,6. Sobretudo a RA2423 apresentando-se com uma complexidade magnética multipolar, beta-gama-delta e com uma tipologia Fkc, mostra capacidade de produzir alguns fenómenos violentos, apesar de neste momento estar numa fase de grande estabilidade evolutiva. A RA2423 , apresenta-se como uma Dac e está a rodar no limbo oeste rodeando-se de Fáculas brilhantes.
segunda-feira, setembro 28, 2015
Eclipse Total da Lua de 28 setembro 2015
Entre muito nevoeiro e vento conseguimos no Observatório Astronómico de Santana, obter algumas imagens do eclipse lunar total. O mosaico mostra o fenómeno até um pouco depois da fase da Totalidade e as imagens foram obtidas com uma Canon 350D e teleobjetiva de 300mm, não tendo sido sujeitas a qualquer tratamento.
Eclipse anormalmente muito escuro devido ao facto de a Lua se encontrar mais próximo da Terra e penetrar profundamente no cone de sombra.
terça-feira, setembro 22, 2015
Atividade solar
Depois de uma fulguração da classe M2.1 no dia 20 pelas 18:55 TU, lançada pela região 2415 surge agora uma nova região ativa classificada como 2420 junto ao limbo leste que pela sua rápida evolução verificada até agora (Classe magnética Ekc) leva a supor que possa produzir algumas fulgurações e EMC`s (Ejeção de Massa Coronal). Imagens de 22 setembro 2015 pelas 13:15 TU em Ponta Delgada com ETX90mm e SPC900nc Philips.
segunda-feira, julho 13, 2015
Um serão com os cometas
A presença do cometa 10P/Tempel muito ténue ao invés do que era esperado e predito pelas simulações de magnitude. Curiosidade: A Estrela Tau da Virgem com o seu sistema duplo e uma galáxia PGC de magnitude visual 15,6.
O cometa C/2014 Q2 Lovejoy continua com uma magnitude acentuada de 8,5 e evidenciando uma caude de poeiras bastante extensa.
O cometa 22P/Kopff diminui de brilho de forma drástica
bem como o seu congénere Polónia.
Cometa C/2015 F2 Polonia
O cometa Jacques revela uma extensa cauda e uma magnitude acima do previsto.
quarta-feira, julho 08, 2015
O Sol em crescendo de atividade
Quem viu o Sol uma semana atrás não diria que seria possível este frenezim de atividade com uma nova Ekc (2381) e o aparecimento de novos grupos com complexidade magnética crescente como aquele que apareceu a norte da 2378.
Depois é a rede de Fáculas que surgem como denunciadoras das convulsões internas.
Depois é a rede de Fáculas que surgem como denunciadoras das convulsões internas.
domingo, julho 05, 2015
A noite dos cometas
Em 4 de julho perseguimos 4 cometas em 3 quadrantes diferentes, a saber a norte com o Lovejoy que continua com grande brilho e com as suas duas caudas iónica e de poeiras bem visíveis; a oeste o 22P/Kopff cruzando a constelação da Virgem e a leste o Polonia e o Jacques com magnitude 10,8 respetivamente nas constelações do Pégaso e da Àguia.
Aqui ficam as imagens.
Aqui ficam as imagens.
quarta-feira, julho 01, 2015
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