terça-feira, novembro 17, 2020

Cometa C/2020 M3 (ATLAS)

 Apesar da forte neblina na noite de ontem, 13 de Novembro 2020, tivemos o cometa C/2020 M3 ATLAS como grande vedeta da noite.

As imagens presentes foram obtidas com a integração de 22 outras com 120 segundos cada com a técnica de centragem nas estrelas ou no falso núcleo do cometa.
Camera OSC ASI294MC Pro com filtro Optolong L-eNhance com guiagem Off-Axis ASI224MC e montagem equatorial-alemã iOptron CEM60 e tubo óptico refractor Takahashi 102FS f/6.
Processo controlo WiFi com Stellarmate em plataforma Kstars-Ekos-INDI em emulação Win10.
O cometa apresenta uma magnitude muito fraca só sendo visível com um telescópio de abertura média.
Fajã de Baixo, ilha de São Miguel, Açores, 13 de Novembro de 2020.




Sol - Região Activa 2781

 Região Activa 2781 constituída por mais de 14 manchas solares sendo a principal 3x maior que o nosso planeta, atravessa o disco solar sob uma configuração Ekc mas transitando para menor complexidade magnética.

Obtida com o stack de 500 frames com camera ZWO ASI224MC e maksutov-cassegrain ETX90ec pelas 11:40 UTC em Ponta Delgada, Açores.
Software de processamento RegiStax 5.




Um aranhiço e uma mosca

 Estava para não editar esta das Nebulosas da Aranha e da Mosca porque lhe falta o triplo de exposições, mas como a meteo vai andar pouco colaborativa esta e se calhar para as próximas semanas... aqui fica.

Uma, a IC417, parece um aranhiço de longas patas a enviar um esporão para a NGC1931, a Mosca, muito pequena e de grandes olhos, como se a quizesse apanhar.
Apenas 10 imagens de 120 segundos cada uma, na madrugada de 10 de Outuro de 2020 em Fajã de Baixo, ilha de São Miguel, antes do mau tempo se ter instalado.





Supernova 2020uxz

 Supernova SN2020uxz na NGC 514 com magnitude 13,74 em 18 de Outubro de 2020. Uma luz com 95,5 milhões de anos que só agora chegou até nós.

Refractor Takahashi 102FS f/6 com camera ZWO ASI294MC Pro em iOptron CEM60 e guiagem automática OAG com ASI224MC.
Fajã de Baixo, ilha de São Miguel, 18 de Outubro de 2020.



IC348

 A IC 348 ou IC 1985 é um Enxame Estelar Aberto rodeado por uma Nebulosa de Reflexão, a vdB19, localizada na constelação de Perseu a 890 anos luz do nosso sistema solar. Fazem parte da Nuvem Molecular OB2 de Perseu que a imagem ténuamente mostra por necessitar de mais subs para integração, coisa que as condições atmosféricas da noite de 18 de Outubro não deixaram fazer.

Ficamos a aguardar melhores "tempos" para republicar esta imagem.
Fajã de Baixo, S. Miguel, 18 de Outubro de 2020.





Técnica Hubble Palette com OSCs em astrofotografia de céu profundo com o Astro Pixel Processor

 

O surgimento das camaras CMOS (Complementary Metal-Oxide Semiconductor) OSC (One Shot Color) veio solucionar um grande problema próprio de regiões geográficas onde a instabilidade atmosférica é a regra no dia-a-dia. Isto porque tradicionalmente para sistemas ópticos comuns, são necessárias longas exposições que podem envolver até algumas dezenas de horas, muitas vezes repartidas por várias sessões de astrofotografia durante algumas noites.

No nosso caso, vivendo nos Açores e numa ilha onde sobretudo a humidade é reinante ultrapassando facilmente os 90% e onde, “pode não chover na minha rua, mas pode estar a chover na rua do vizinho ao lado”, as hipóteses de fazer astrofotografia de longa exposição ou mesmo de um pouco menor duração, usando dispositivos ópticos de curta distância focal, tornam-se muito diminutas. Tudo isto agravado por um Bortle flutuando entre 6 a 8.

 


Mapas de distribuição da poluição luminosa e da precipitação pluviométrica em 2019, na ilha de S. Miguel

 

Neste caso a “ciência” está em usar sistemas ópticos rápidos na aquisição de fotões com distâncias focais muito curtas, tais como astrógrafos ou aplicar por exemplo Hyperstars em sistemas Schmidt-Cassegrain em simultâneo com as câmaras OSC agora colocadas à disposição no mercado da astronomia amadora. Esta prática é agora potencializada pelo aparecimento dos primeiros filtros de banda dupla e tripla agora lançados e comercializados pela empresa chinesa Yulong Optics Co. Ltd. (ramo comercial Optolong), nomeadamente os filtros de Banda Estreita L-eNhance (2019) e L-eXtreme (2020).

Seria impensável utilizar a tradicional roda de filtros com camaras monocromáticas pela simples razão da morosidade na obtenção necessárias das imagens em H-alfa, S-II e O-III, através dos respectivos filtros. Com uma OSC refrigerada, do género ZWO ASI294MC Pro, da qual tenho suficiente experiência, é possível numa sessão mínima de 1 hora, obter um conjunto de “subs” que integrados produzirão imagens de nebulosas da fraca magnitude, que de outro modo levaria 3x mais tempo.


Nebulosa de emissão do Coração ou Sharpless 190 ou ainda IC 1805, situada na constelação da Cassiopeia. Imagem resultante da integração de duas horas, em duas sessões distintas em Agosto de 2020.Camara ZWO ASI294MC Pro (60x120s), filtro Optolong  L-eNhance, Offset 8, Temperatura 0 C, 220 Gain, binning 1x1, com pré-processamento 40 Flats, 20 Darks e 20 Bias.

No nosso “setup” utilizámos um porta filtros de extrema operacionalidade conhecido como UFC 2” Slider com o VaryLock da Baader (Universal Filter Changer).Este dispositivo, sistema Baader UFC, foi desenhado para ser aplicado para uma variedade grande de telescópios e camaras, mas com um formato de reduzida espessura, podendo no entanto acomodar filtros com dimensões de 50x50 mm. Assim adaptam-se a ópticas de curta distância focal como o EdgeHD Hyperstar ou aos RASA da Celestron assim como aos restantes astrógrafos de foco primário com reduzido “backfocus”.

                                                                                  (a)
    (b)

(a)      Câmara ASI294MC Pro com Sistema UFC VaryLock com Optolong L-eHancefilter, OAG com ASI224MC e Rotator manual

(b)     Sistema completo: Takahashi 102FS f/8, iOptron CEM60, USBFocus_v3, Astrolink 4 mini e RPi 4 da StellarMate

 

Em 2019 apareceram no mercado pela primeira vez e pela mão da Optolong, um filtro triplo de banda estreita denominado L-eNhance e que incluía as linhas de transmissão H-alfa nos 656nm, H-beta em 486.1nm e OIII nos 501nm, onde é possível verificar que a primeira linha de transmissão inclui os comprimentos de onda associadosao H-beta e OIII, traduzindo-se na captação de imagens com maior profundidade e com níveis de transição mais suaves.


Filtros Optolong L-eNhance e L-eXtreme

 

Porta filtros UFC de duas polegadas da Baader

 

 

Gráfico das linhas de transmissão do filtro de bandadupla L-eNhancedaOptolong

 

 

Gráfico das linhasespectraisde transmissão do filtroOptolong L-eXtreme

 

Pelo contrário no filtro L-eXtreme (um refinamento da L-eNhance) as bandas de passagem são extremamente selectivas (7 nm) conferindo maior contraste às imagens das nebulosas brilhantes de emissão mais pronunciada em OIII e àquelas de emissão mais ténue em H-alfa, por bloquear as emissões H-beta e aquelas intermediárias entre esta e a OIII. O filtro é de uma espessura mínima de 1,85 mm. De referir o corte apreciável nas emissões relativas à poluição luminosa tanto num filtro como no outro (acima dos 90% *).

(*) Optolong L-eXtreme Filter Comparison, Jim Thompson, P.Eng, Test Report – August 25th, 2020.

Imagem original. Nebulosa do Feiticeiro ou Sh2-142, situada na constelação do Cepheu a 8000 anos luz e com um Enxame Globular Aberto de estrelas no seu seio, a NGC 7380.

 

Imagens obtidas em duas sessões (Junho e Outubro de 2020), perfazendo duas horas e meia de exposições com subs de 120 segundos.

A imagem SHO resulta do algoritmo APP Hubble 2 com filtro Optolong L-eNhance de banda tripla (H-alfa, H-beta e OIII) sob uma camara OSC (ZWO ASI294MC Pro).

Refractor Takahashi 102FS com redutor de focal f/6 Takahashi, montagem equatorial alemã iOptron CEM60 em autoguiagem OAG com ZWO ASI224MC.

Software APP-Astro Pixel Processor 1.083 beta 1.

 

Imagem com extração H-alfa, OIII e SII da imagem original

 

Os procedimentos para processamento das imagens foram feitos com o software APP - Astro Pixel Processor 1.080 da Aries Production, concebida em Junho de 2017 pelo astrofísico E.M.W.P. Havercamp (mais conhecido por Mabula) para processar imagens do céu profundo, calibrando, registando, integrando e produzindo as imagens finais de forma intuitiva e fácil com a aplicação de algoritmos futurísticos (que implica também um mínimo de 8 GB de RAM, sobretudo quando é necessário fazer mosaicos).

O APP pode ser instalado em Linux DEB e RPM, bem como em Windows e MacOS.

 

Astro Pixel Processor– APP com a imagem original da M20

 

Enquanto a denominada Palete Hubble é obtida normalmente pela utilização de filtros de banda estreita (H-alfa, OIII e SII), transformando as imagens monocromáticas obtidas nos canais a cores RGB, agora trata-se de indexar as imagens RGB em SHO monocromáticas onde, S II = vermelho, H-alfa = verde e O III = azul.

Roteiro de procedimentos

A – Extração dos canais monocromáticos H-alfa, OIII e SII:

1.      Execução para o H-alfa

 

Ir para o “TAB 0”

1-     Selecionar padrão RGGB;

2-     Validar caixa“Force Bayer”;

3-     Selecionar opção  “Halfa-OIII extractHalfa”;

4-     Validar caixas“Neutralize”e “Saturation” na coluna à direita.

 

Ir para o “TAB – LOAD”

Fazer o carregamento das respectivas imagens (Lights, Flats,Darks e Bias).

 

Ir para o “TAB – INTEGRATE” e integrar deixando todas as opções como estão pré-definidas.

 

2.      Execução para o OIII

 

Ir para o “TAB 0”e selecionar a opção “Halfa-OIII extract OIII”;

Ir para o “TAB 5—NORMALIZE”e normalizar;

Ir para o “TAB 6 – INTEGRATE”e integrar.

                                                             

3.      Execução para o SII – repetir os passos anteriores

 

“TAB 0”–Selecionar opção “Halfa-OIII mono”;

“TAB 5—NORMALIZE” e normalizar;

“TAB 6 – INTEGRATE” e integrar.




(a) H-alfa

 


(b) OIII

 


(c) SII


B – Atribuição das imagens monocromáticas H-alfa, OIII e SII (SHO)nos canais RGB:

 

Em “TAB 8 – TOOLS”, selecionar opção “COMBINE RGB” e de seguida selecionar “ADD CHANNEL”em simultâneo com as 3 imagens (Halfa, OIII, SII);

                              Na opção “CHOOSE COMPOSITE FORMULA “ selecionar  “SHO (HUBBLE) 2”

                              Na opção “SHOT WITH FILTER”, selecionar “Hidrogen alfa” e premir “OK”

                             

Repetir a operação para SII e OIII:

Em “CHOOSE COMPOSITE FORMULA” selecionar “SHO (HUBBLE) 2”

                              Em “SHOT WITH FILTER” selecionar “Sulfur II”

                              Premir “OK”

 

Em “CHOOSE COMPOSITE FORMULA” selecionar “SHO (HUBBLE) 2”

                              Em “SHOT WITH FILTER” selecionar “Oxygen III”

                              Premir “OK”

 

C - Parâmetros a introduzir (poderão variar sendo que, a nosso ver, os melhores resultados foram obtidos com os valores indicados).

 

H-alfa

Enxofre II

Oxigénio III
 

4.712

7.119

10.000

1.000

1.000

1.000

R 33

R 100

R 0

G 9

G 0

G 10

B 18

B 0

B 100

L 35

L 0

L 16


Finalmente ir para opção “NORMALIZE” e selecionar “ADD” seguido de “RE(CALCULATE)” que editará a imagem final a cores.

 

D - Trabalhar com as opções da coluna do lado direito (gradiente de cor, contraste, brilho,ruído, etc) e depois salvaguardar a imagem resultante em formato FITS ou TIFF de 16 bits para posterior edição por exemplo no PhotoShop.

Exemplo: caso da Messier 20

 

Imagem original

 

 

Imagem SHO

 

Messier 20 ou Nebulosa difusa da Trífida constituída por uma nebulosa de reflexão azul e uma de emissão avermelhada, situada na constelação do Sagitário. Imagem resultante da integração de 19 subs de 120 segundos cada, utilizando um refractor Takahashi 102FS a f/6 e uma camara ZWO ASI294MC Pro (0 graus Celsius, 220 gain, 8 offset). Filtro Optolong L-eNhance. 

Pré processamento com 40 flats, 20 darks e 20 bias com Astro Pixel Processor 1.083 beta 1. 

Guiagem em off-axis com ZWO ASI224MC e montagem equatorial alemã iOptron CEM60.

Processo de aquisição robótica com Stellarmate, plate solver astrometry.net, focagem automática USB_Focus v3.

A imagem Hubble palete, obtida a partir da imagem original, usando o algoritmo SHO (Hubble) 2 do Astro Pixel Processor com extração para H-alfa, OIII e SII.

Ponta Delgada, Fajã de Baixo, Bortle 8, 4 de Outubro de 2020.

Conclusão

Apesar deste roteiro Hubble Palette, assim estruturado, não ser verdadeiramente uma técnica fidedigna, os algoritmos presentes no Astro Pixel Processor (neste caso o SHO (HUBBLE) 2), conseguem realizar um bom trabalho de aproximação.

Por outro lado, como muitos objectos do céu profundo emitem na banda estreita H-alfa, realçando as suas imagens a cor esverdeada, a utilização dos filtros L-eNhance e L-eXtreme contribuem, ao estreitar ainda mais os comprimentos de onda H-alfa, H-beta e OIII no primeiro caso e H-alfa e OIII no segundo caso, para conferir um maior contraste e profundidade aliado a uma transição mais suave quando da atribuição dos canais RGB nas imagens obtidas e cortando muito ruído introduzido pela poluição luminosa. Utilizar o método SHO baseia-se no facto de que o filtro OIII é muito próximo do azul no espectro de luz visível, assim como o SII é bem próximo do vermelho enquanto o H-alpha se situa entre ambos.

Assim, as camaras OSCs com os seus CMOS refrigerados e uma variada gama dimensionada de pixéis, prometem adaptar-se às mais diversas configurações ópticas. A evolução tecnológica dos sensores CMOS a par do melhoramento refinado de novos filtros, prometem grandes desenvolvimentos futuros para a astronomia amadora e profissional estreitando cada vez mais a colaboração entre ambas e democratizando irreversivelmente a primeira e a ciência.

Nebulosa da Lagoa – método SHO (hubble) 2 do Astro Pixel Processor




segunda-feira, outubro 12, 2020

Sh2-142 ou Nebulosa do Feiticeiro



 Nebulosa do Feiticeiro ou Sh2-142, situada na constelação do Cepheu a 8000 anos luz e com um Enxame Globular Aberto de estrelas no seu seio, a NGC 7380, estrelas formadas à cerca de 5 biliões de anos.

Imagens obtidas em duas sessões (Junho e Outubro de 2020), perfazendo duas horas e meia de exposições com subs de 2 minutos.
A imagem SHO resulta do algoritmo APP Hubble 2 com filtro Optolong L-eNhance de banda tripla (H-alfa, H-beta e OIII) sob uma camera OSC (ZWO ASI294MC Pro).
Refractor Takahashi 102FS com redutor de focal f/6 Takahashi, montagem equatorial alemã iOptron CEM60 em autoguiagem OAG com ZWO ASI224MC.
Focagem automática USB-Focus _v3.
Processo robótico com Stellarmate em plataforma Kstars-Ekos-INDI sob Windows 10.
Software APP-Astro Pixel Processor 1.083 beta 1.
Sendo uma nebulosa maioritáriamente de emissão H-alfa e OIII, fazemos constar as imagens H-alfa e OIII.
Fajã de Baixo, ilha de S. Miguel, 9 de Outubro de 2020.

Messier 45


 As Pleiades, as 7 irmães ou ainda do catálogo Messier o número 45, com as sete estrelas, Sterope, Merope, Electra, Maia, Taygete, Celaeno e Alcyone, com as suas coroas atmosféricas extremamente quentes, formam um cluster estelar aberto que ilumina correntes de partículas de poeira interestelar.
Imagem resultante de duas sessões de astrofotografia em 17 de Março e 9 de Outubro de 2020 em Fajã de Baixo, ilha de S. Miguel.

Galáxia de Barnard


 Galáxia de Barnard, situada na constelação do Sagitário, de luminosidade muito baixa, a 1 milhão e 600.000 anos luz, é uma galáxia anã com 1/4 do tamanho da nossa, com 10 milhões de estrelas enquanto a nossa possui cerca de 400 biliões. A sua forma irregular resulta da interação no passado com outras galáxias pertencentes ao Grupo Local.

Ali residem numerosas nebulosas, centros de produção estelar, uma das quais, em forma de bolha, é visível no canto superior direito da galáxia.
Imagem resultante da integração 20x120s na noite de 4 de Outubro de 2020 em Fajã de Baixo, ilha de São Miguel, Bortle 8.

IC410 ou Nebulosa dos Girinos




 IC410 ou a Nebulosa dos Girinos, deve esta designação devido à presença de duas estruturas na forma de girinos numa lagoa azul, vista a imagem em simulação Hubble palete, para uma OSC (ASI294MC Pro) com o algoritmo do Astro Pixel Processor.

Situa-se a cerca de 12.000 anos luz na constelação de Auriga e no seu seio reside um Enxame Globular Aberto de estrelas massivas designado por NGC 1893 que pela sua potente radiação ultravioleta "ilumina" esta nebulosa de emissão.
Os "girinos" com as suas longas caudas com mais de 10 anos luz de comprimento são autênticos casulos de formação estelar onde prevalece gás ionizado e poeira interestelar moldada pela radiação.
Fajã de Baixo, noite de 9 de Outubro de 2020.

Messier 20



 Messier 20 ou Nebulosa difusa da Trífida constituída por uma nebulosa de reflexão azul e uma de emissão avermelhada, situada na constelação do Sagitário.
Imagem resultante da integração de 19 subs de 120 segundos cada utilisando um refractor Takahashi 102FS a f/6 e uma camara ZWO ASI294MC Pro (0C, 220 gain, 8 offset). Filtro Optolong L-eNhance.
Pré processamento com 40 flats, 20 darks e 20 bias com Astro Pixel Processor 1.083 beta 1.
Guiagem em off-axis com ZWO ASI224MC e montagem equatorial alemã iOptron CEM60.
Processo de aquisição robótica com Stellarmate, plate solver astrometry.net, focagem automática USB_Focus v3.
A imagem Hubble palete, obtida com o filtro Optolong L-eNhandce de banda estreita dupla (H-alfa, H-beta e OIII) usando o algoritmo Hubble 2 do Astro Pixel Processor com extração para H-alfa, OIII e SII.
Ponta Delgada, Fajã de Baixo, Bortle 8, 4 de Outubro de 2020.