segunda-feira, outubro 28, 2013

Um Máximo Solar tardio

 
O Sol finalmente apresenta desde meados deste mês uma atividade digna da fase de Máximo Solar.
Desde o dia 25 de outubro produziu 3 fulgurações da classe X, sendo que a ultima foi esta madrugada pela RA 1875 presentemente a rodar no limbo oeste. Outros grupos de manchas solares apareceram a leste, apresentando a 1882 uma complexidade magnética muito alta, tipo beta-gama-delta, Ekc, que poderá levar nas próximas horas ao surgimento de outras fenómenos fulgurativos.
 
Pelas 15:15 UTC uma nova fulguração classe M, era registada na Região Ativa 1982 da qual tivemos a oportunidade de a ver em H-alfa já na sua fase de dissipação como dois veios intensamente luminosos. Em todo o caso o ultimo registo que fizemos deste grupo de manchas solares tinha sido uma hora antes e já era visível na luz branca a existência de pontos e veios luminosos, naquilo que eram os fenómenos antecipativos do "flare". Aqui fica o registo com a imagem devidamente anotada.
 
 
Um dos efeitos das Fulgurações e das Ejeções de Massa Coronal são as desconeções ou roturas provocadas nas caudas dos cometas que se aproximam do Sol, neste momento o Ison e o Lovejoy.
 
 

sexta-feira, outubro 25, 2013

Durante esta semana a atividade solar foi desmesuradamente intensa tendo em conta aquilo que até agora se tem passado com uma fase mais própria de um Mínimo Solar. Surgiram duas grandes regiões ativas a RA1877 e a 1875 com complexidades magnéticas significativas (ver imagem) que levaram á produção de algumas fulgurações das classes M e C, seguidas por uma fulguração da classe X1, hoje de manhã, no mais recente grupo de manchas solares da região ativa 1182. Este conjunto de fulgurações parecem ter estado ligadas entre si de forma "subterrânea" o que é normal neste tipo de fenómenos. O Sol continua a apresentar uma atividade inusitadamente assimétrica com um Máximo extremamente baixo, confundindo todas as previsões e expetativas. Este Ciclo Solar vai ficar na história.

quinta-feira, outubro 17, 2013

segunda-feira, outubro 14, 2013

Ison e as suas estruturas intímas

O filtro Larson-Sekanina é um filtro rotacional em que as coordenadas cartesianas são substituídas pelas polares clarificando as possíveis estruturas em torno do núcleo dos cometas, reorganizando o seu fluxo luminoso e colocando em evidência jatos de poeira, "conchas" de material proveniente da desagregação e evaporação da cobertura de gelo carbónico ou de água, poeira e partículas iónicas e inclusivamente a origem das suas fontes á superfície e a velocidade de rotação do núcleo.
Aplicámos um filtro LS ao Ison mas não foi evidente qualquer estrutura significativa apesar de surgirem, o que nos parece ser, alguns invólucros em torno do núcleo.

 

sábado, outubro 05, 2013

Madrugada com 3 cometas


Na madrugada de 4 de outubro fizemos um conjunto de fotografias do cometa ISON que de acordo com alguns estaria a fragmentar-se e nunca viria a ser um cometa visível a olho-nu em novembro deste ano. Pelo contrário o ISON aparece com uma extensa cauda e uma cabeleira muito brilhante.Tanto o Observatório Lowell através de Mattehew Knight  bem como as previsõe de Meech et al`s confirmam esta atvidade em crescendo do ISON. Em todo o caso o telescópio Hubble fará para a semana outras observações que confirmaram ou não a existência de fragmentos do ISON e se o cometa estará “a morrer”.

 
 
Para além do ISON aparecem no mesmo quadrante do céu outros dois cometas dos quais fizemos dois conjuntos de fotografias. O cometa C/2013 R1 Lovejoy descoberto pelo astrónomo amador Terry Lovejoy e que apresenta um núcleo e uma cabeleira muito brilhante mas com uma cauda reduzida. Outro cometa é o 2P/Encke com um brilho menos evidente com um núcleo pontual mas com uma vasta cabeleira esverdeada devido provavelmente á presença de cianogénio.
 
 
Três cometas com morfologias diferentes que na segunda semana de novembro poderão ser vistos com um pequeno telescópio ou mesmo com binóculos no caso do ISON e do Lovejoy.
 
 
A acompanhar a imagem do 2P Encke vai um mapa estelar da mesma zona do céu simulada com o Sky Map Pro e mostrando a posição exata do cometa, para que não haja dúvidas. 
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