sexta-feira, setembro 23, 2016

Azores International Research Center



Azores International Research Center pode estar formalmente constituído em 2017, afirma Brito e Abreu.
O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou, em Bruxelas, que o Azores International Research Center “deve estar formalmente constituído no decorrer de 2017”, acrescentando que se prevê que tenha "um figurino jurídico semelhante a outros centros de investigação internacionais, como o CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) ou o INL (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia)”.
 
Fausto Brito e Abreu falava à margem do 6.º workshop ‘Atlantic Interactions: Knowledge, Climate Change, Space and Oceans’, organizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia para debater a agenda do futuro Azores International Research (AIR) Center.
 
Este centro de investigação internacional sobre o espaço, as alterações climáticas e o oceano terá, para além da dimensão científica, “uma dimensão de negócios muito importante em várias áreas, como por exemplo, o espaço”, frisou o Secretário Regional. 
 
“Há várias empresas interessadas em utilizar os Açores como uma plataforma de lançamento de microssatélites”, adiantou, defendendo que poderá vir a existir na Região “um pequeno ecossistema de empresas ligadas ao espaço que criem sinergias entre si”.
 
As empresas presentes neste workshop “mostraram interesse em participar nos investimentos do AIR Center”, afirmou Brito e Abreu, lembrando que este centro investigação “beneficiará das infraestruturas existentes” no arquipélago.
 
Segundo o governante, o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, bem como vários representantes das direções gerais do Mar, do Mercado Interno, Indústria e Empreendedorismo da Comissão Europeia “mostraram grande entusiasmo pela ideia a instalação de um centro com estas caraterísticas nos Açores”.
 
Fausto Brito e Abreu enalteceu o "extraordinário trabalho que o Ministro da Ciência, Manuel Heitor, e o Presidente da FCT, Paulo Ferrão, têm desenvolvido" na agregação de apoios internacionais para a criação do AIR Center, "incluindo parceiros do Atlântico Sul, como o Brasil e África do Sul".
 
GaCS/GM

 

segunda-feira, junho 20, 2016

Outra gigante

Outra gigante, denominada Região Ativa 2553, transita no disco solar, já na direção do limbo solar oeste. Peculiar que neste período de Minímo Solar só apareçam manchas solares gigantes (4 a 5 x o tamanho do nosso planeta).

sábado, junho 18, 2016

Um OVNI e as bombas nucleares de Harkavy


                            

    Dou início a esta história referindo dois assuntos que em nada parecendo relacionados, estão como mais adiante se verificará, a dar consistência ao assunto de um propalado evento OVNI recheado de contatos com seres supostamente extra-terrestres e, a outro assunto também muitas vezes falado e escrito mas nunca comprovado, da existência de ogivas nucleares em território português. Ou seja, uma mistura francamente explosiva!

Robert Harkavy, da Universidade do estado de Pensilvânia, especialista em controlo de armamento e política internacional, no seu trabalho “strategic basing and the Great Power, 1200-200” (1), que retoma argumentos de um seu trabalho anterior datado de 1989, “Bases Abroad: The Global Foreing Military Presence”, escreve o seguinte: “... Some 32 nuclear depth bombs were stored at Lajes in the Azores for wartime operations”.

Fazendo corpo principal desta história, revela ainda o Diário Insular de 17 de Dezembro de 2011, e passo a transcrever, “Um caso exótico, ocorrido em 1968, conta-se também entre os indícios de manuseamento de armas perigosas. Trata-se de um trabalhador português da base das Lajes que numa noite disse ter visto um OVNI - Objeto Voador Não Identificado, em cima de uma pequena elevação que desde esse dia e até hoje ficou com a parte superior improdutiva e árida. O homem foi rapidamente transplantado para os EUA, mantendo a história do OVNI, incluindo seres extraterrestres que se terão manifestado. “Apenas vi que os homens tinham uma viseira com um pouco de vidro e que a cor do fato era uma cor de chumbo. Assim que acendi o foco para eles, aquilo moveu-se muito rapidamente, tendo emitido na minha direção uma projeção de luz muito forte, que tive de tapar a cara. Logo a seguir senti uma coisa estranha, como que uma poeira. Caí e não me recordo de mais nada”, descreveu o homem após ter sido socorrido no Hospital de Angra do Heroísmo. A verdade é que o conhecido “Pico Careca” nunca foi, que saibamos, estudado por autoridades científicas portuguesas, pelo que nada se sabe, pelo menos publicamente, sobre eventuais vestígios deixados pela provável nave alienígena e pelos seus estranhos ocupantes. Oficialmente, o homem terá tido o azar de ser surpreendido por um balão meteorológico que terá chocado com cabos de alta tensão, vindo a explodir. O principal buraco desta tese oficial é que à altura não havia cabos de alta tensão na zona, mas apenas cabos telefónicos. 
E o Diário Insular terminava a notícia reiterando que "Até hoje, nenhuma destas histórias foi investigada ao ponto de ser possível descartar a sua eventual ligação ao manuseio de armamento."

Também a publicação “OVNI’s EM ANÁLISE” da “PUFOI – Portuguese UFO Investigation (http://www.pufoi.com), 2008 Bubok Publishing S.L., 2ª edicão,  Impresso em Espanha por Bubok, relata mais uma vez este acontecimento da seguinte forma: - Ilha Terceira, Açores – 31 de Janeiro de 1968: O guarda das instalações militares “Azores Air Station”, Serafim Sebastião, observou quatro ocupantes de um objeto voador não identificado, que, a baixa altitude, sobrevoou o seu posto de vigilância. O objeto era de forma oval, com brilho metálico, e culminava numa espécie de torre de vidro, com pequena balaustrada. Devia ter cerca de 6 metros de comprimento e 3 de altura. Ao apontar o foco luminoso da sua lanterna na direção do artefacto voador, foi envolvido por uma espécie de nuvem de poeira, tendo o objeto desaparecido, enquanto ele perdia os sentidos.”

B-1B aterrando nas Lajes em 1994

Desde essa data que se ouvia falar deste assunto “à boca pequena”, como era próprio em tempos de “guerra fria” e de vigilância pidesca, em reuniões restritas de família, concluindo-se sempre que nada do que se contava sucedera, fosse lá o que fosse que misteriosamente tivesse acontecido naquela noite.
De facto essa noite de Janeiro de 1968 ficaria na nossa memória, bem como na memória do Serafim Vieira Sebastião (com quem tive oportunidade de falar muitos anos depois).
Sabe-se que pela madrugada desse dia último de janeiro, uma família terceirense era acordada por toques inusitados e insistentes de campainha (ao tempo eram escassos os telefones privados). A dona da casa levantara-se e rapidamente fora averiguar os motivos para tal inopinada chamada noturna. Abrira a porta a militares americanos, deslocados numa viatura militar e que pediam, com a maior urgência, para falar com o marido, que prontamente informado logo os atendera. Vestindo-se rapidamente, partira de imediato para a denominada “Estação dos Cinco Picos” alegando à família a existência de uma avaria grave “nos emissores” que teriam de ser prontamente reparados.

Passado que foi este acontecimento, muito tempo depois, e só depois da imprensa local ter divulgado da forma que aqui demos conhecimento, que um OVNI teria aparecido no centro da ilha junto aos “paióis dos americanos”, designação pela qual eram conhecidas algumas instalações americanas tipo “bunkers” subterrâneos, ficámos finalmente a saber que a deslocação tão urgente como precipitada naquela madrugada à estação de comunicações dos “Cinco Picos”, teria sido motivada pelo tal alegado fenómeno OVNI.



Uma inspeção nos anos 70 de um alto graduado militar à “Estação dos Cinco Picos”,
 centro de comunicações de alta tecnologia, cuja estrutura constituía uma autêntica caixa de Faraday que anulava qualquer interferência radio elétrica exterior. No seu interior o nível de rádio frequência era tão elevado que as lâmpadas fluorescentes mantinham-se acesas sem necessidade de estarem ligadas à corrente elétrica.






Pelo que soubemos, anos mais tarde, afinal nunca teria havido OVNI.



O Serafim Vieira Sebastião fora apanhado desprevenido numa ação surpresa de manutenção e prevenção de alta segurança planeada e executada pela USAF (United States Air Force) aos seus “paióis” e instalações próximas (Estação dos Cinco Picos), tendo deslocado para a zona algumas viaturas, entra as quais uma de combate a incêndios dos seus próprios bombeiros, sem que o pobre homem, a exercer funções de guarda nessa noite, tivesse sido informado com antecedência desta atividade.
Na realidade a descrição do Serafim Sebastião, é fidedigna. Na situação de guarda responsável pela segurança das instalações, e sujeito a um evento tão fora do comum e estranho quanto possível de imaginar àquela hora da madrugada, deverá ter tido uma ataque súbito de tensão arterial induzindo a desmaio subsequente, que posteriormente levou a uma interpretação errónea dos fatos, e assim, em vez de bombeiros viu “homens tinham uma viseira com um pouco de vidro e que a cor do fato era uma cor de chumbo” e que em vez de uma viatura dos bombeiros viu que “o objeto era de forma oval, com brilho metálico, e culminava numa espécie de torre de vidro, com pequena balaustrada”.
A esta descrição adiciona ainda no seu relato o fato de ter sentido uma “poeira” que o envolveu e que mais não era do que pó químico de combate a incêndios que por pura brincadeira lhe haviam atirado para cima. Aliás e mais tarde, por remorsos dos efeitos que esta brincadeira tivera no guarda Serafim, foi-lhe oferecida uma viagem aos EUA para visitar a família, a quem transmitiu sempre a sua versão dos acontecimentos. Naquele tempo os OVNIS estavam na moda.

De facto, pouco depois dessa data, a Navy dos EUA, deixaria de utilizar esses “paióis”, por razões de estratégia militar e sobretudo devido a este antecedente ter sido tão noticiado nos órgãos de comunicação social portugueses. Supostamente deslocaria as ogivas nucleares ali guardadas, e referidas por  Robert Harkavy, para uma zona situada muito próxima da própria Base das Lajes, onde estariam muito mais perto das pistas onde aterravam os B52, os B1-A e B1-B.



A entrada para a “Estação dos Cinco Picos” em 2013
depois de desativadas pelos norte-americanos todas as instalações ali anteriormente existentes e que incluíam uma central elétrica com 3 grandes unidades geradoras capazes na altura  de fornecerem energia para toda a ilha.






Estes aviões de longo curso faziam parte da geoestratégia de dissuasão militar, enquanto os P3C Orions, que residiam e operavam na Base das Lajes, serviam á data apenas para detetar submarinos e barcos-fábrica de pesca soviéticos ao largo dos Açores, fazendo o lançamento sistemático de milhares de sonares no oceano atlântico norte (Tactical Support Center - TSC/Antisubmarine Warfare Operations Center - ASWOC).

E assim nasceu mais uma história sobre OVNIS que ao tempo sempre serviam para encobrir ou desviar atenções de atividades relacionadas com a “Guerra Fria”.

(1) http://img.rtp.pt/mcm/pdf/840/84048a68b8df843f71c53c161fef5f071.pdf
 

segunda-feira, junho 13, 2016

M81 e M82

 
Imagens obtidas pouco antes do nevoeiro cobrir todo o céu no espaço de 10 minutos na noite de 11 junho com muita poluição luminosa à mistura.
Galáxias M81 e M82 da constelação da Ursa Maior.


SN2016coj na Ursa Maior

 
Mais uma supernova do tipo Ia que explodiu na galáxia NGC4521 situada a cerca de 75 milhões anos-luz. Segundo análises espetrais a velocidade de deslocação do material estelar ejetado para o espaço em redor foi feito à velocidade de 14000 km por segundo. Esta galáxia onde se situa a SN2016coj está na constelação do Dragão muito perto da Ursa Maior e é visível com um telescópio de 8 polegadas dando a ideia de que a galáxia possui dois núcleos, tal a explosão que correspondeu à energia emitida por um bilião de sóis!!

 
um "crop" a 100% da magem original mostrando commais clareza a Supernova 2016coj e o seu brilho azulado ligado ao nível da explosão inicial e da velocidade da expansão do material estelar (seria interessante confirmar com uma espetro!).

quinta-feira, junho 09, 2016

Novo (velho) Setup

 
A ccd SXL-8 de novo a trabalhar em Win95 e com uma objetiva Canon de 300mm.
Devido ao peso da cablagem com 5m de extensão entre o controlador e a ccd optou-se por uma mesa de trabalho muito portátil.
A camara ccd SXL-8 é da Starlight Xpress sendo um modelo de 1996 de porta paralela com um sensor 7,68x7,68 mm de 512x512 pixel dotada de uma Peltier que permite levar o sensor a -45ºC.
 

Este setup completamente portátil, anda sobre rodinhas, e é possível desloca-lo rapidamente para qualquer sítio, tendo as ligações todas feitas basta ligar à rede.

 
Este setup pode ser aplicado em qualquer montagem ou mesmo num tripé como mostra a imagem.
O Telrad datado também de 1996 já não funcionava por ter a eletrónica oxidada e teve que ser todo desmontado para que fosse novamente utilizado em condições.
A placa onde assenta a ccd e o Telrad é metálica e foi adquirida por 2€ no Maxmat!! Na placa existe ainda a hipótese de instalar um pequeno refrator.


Como o transformador do portátil (HP de 1998) sobreaquecia demasiado instalámos um sistema de arrefecimento de placas com ventilador de 12V (Peltier).


Primeiro teste ao setup com a recuperada ccd SXL-8 da StarlightXpress: apesar da poluição luminosa (as imagens foram feitas praticamente ao lado de um candeeiro de luz de sódio da iluminação pública) e aplicando o modo "multiexposure" e "slew and sum" de que é dotado o software da camera ccd, conseguimos ter uma imagem de Antares com a Messier 4. Ficamos a aguardar melhores condições para voltar a testar este equipamento "vintage".



Características da ccd SXL-8:

  • Pixel data: 512 x 512, 15uM square.     
  • Array size: 7.68 x 7.68mm active area (10.8mm diagonal).     
  • Antiblooming: Overflow drain system capable of handling up to 200 lux illumination without blooming.     
  • Full well depth: 150,000 electrons.     
  • Dark current: Approx. 1 electron per sec at -30C.           
  • Quantum efficiency: Typically 30% at 530nM.     
  • Readout noise: Typically 20 electrons at -20C with correlated double sampling.     
  • Window Material: Double sided anti-reflection coated crown glass.     
  • Camera cable: 5 metres standard.    









  • A minha primeira supernova de 2016

     
    A Supernova SN2016cok na M66 vista na noite de 8 junho de Ponta Delgada, Açores, apresentava-se com uma magnitude visual da ordem de 16 do tipo Ia.
    Integração de 20x35 s em condições de muita poluição luminosa e de atmosfera muito contaminada por partículas de fumos.
    Realizado com Celestron 203mm a f/6.3 com Canon 350D modificada e filtro CLS Astronomic sem guiagem em montagem GPDX da Vixen. Software de tratamento Íris com pré-tratamento usando master flat, master dark e master-offset. Anotações com PS5.

    quarta-feira, junho 01, 2016

    Marte no perigeu.

     
    Finalmente as nuvens permitiram fazer algumas imagens do planeta um dia depois de ter atingido o seu perigeu que só voltará a acontecer daqui a dois anos e 2 meses.
    A nossa imagem, obtida com um C8 a f/20 e com uma SPC900nc é comparada com a imagem produzida por um simulador, o Mars Previewer II. Apesar da grande turbulência atmosférica ainda se conseguem distinguir muitos aspetos da geografia marciana.

     
    1 de junho: tratamento mais acurado com o RegiStax 6 e o MaximDL com a dição de duas imagens fits. Mesmo assim pouco melhorou.

    segunda-feira, maio 16, 2016

    sexta-feira, maio 13, 2016

    Os 15 anos do OASA e a tomada de posse da Comissão Científica


    No dia 11 de maio foram festejados os 15 anos de existência do OASA - Observatório Astronómico de Santana Açores com uma cerimónia aberta ao público e onde foi dado pose à Comissão Científica pela Dra. Teresa Silva.

     
     
     

    segunda-feira, maio 09, 2016

    Transito de Mercurio de 9 de maio 2016

    Fase de Ingresso: 2º contato

    Próximo da fase final

    Setup
     
     Fase final
     
     Ingresso de Mercúrio no disco solar
     

    Fase inicial
    Passagem pelas RA 2542 e 2543

    sábado, abril 30, 2016

    O 81P, o 252P a galáxia da Baleia e o olho negro.

    As noites de 29 de abril  e 1 de maio proporcionaram condições razoáveis para a observação astronómica apesar da brisa constante de NE e de muita turbulência atmosférica que fazia cintilar as estrelas, sobretudo na noite de 29.
    Fizemos imagens de objetos em zonas opostas: a NGC4631 ou galáxia da Baleia na constelação dos Cães de Caça a NW , do cometa 81P Wild e do cometa 252P/Linear muito baixo no horizonte de SE agora na constelação de Ophiucus e ainda da galáxia M64.

    A NGC4631 acompanhada pela galáxia anã interativa NGC4627 situa-se a 25 a 30 milhões de anos-luz e é uma galáxia espiral enquanto a sua companheira é elitica. Apresenta uma atividade inusitada com um bulbo central assimétrico e onde ocorrem explosões de Supernovas e de estrelas azuis com um período de vida muito curto.




    O cometa periódico de curta duração 252P/Linear depois de ter aumentado de brilho 100x e ter dado um espetáculo a olho-nu para os observadores no hemisfério sul, surge agora no nosso hemisfério com um brilho muito mais fraco ( cerca de 7,5) e esverdeado devido à presença do carbono diatómico (C2) que se torna fluorescente com a radiação solar. na noite de 29 transitava a sul da estrela Rasalhague a 1/4 Unidades Astronómicas.



    Todas as imagens foram obtidas com um Celestron de 8 polegadas a f/6,3 e uma Canon 350D desfiltrada e dotada apenas com um filtro anti-poluição luminosa CLS. O software aplicado foi o Iris com pré-processamento usando master dark, flat e offset e integrando mais de uma dúzia de registos de 50 segundos cada e sem guiagem.



    sexta-feira, abril 08, 2016

    Finalmente alguma atividade de relevo

    O Sol atravessa um período de muito baixa atividade porque está no designado Mínimo Solar com repercussões no fraco aparecimento de Manchas Solares ou quanto muito com estruturas muito simples. Finalmente desde ontem que roda no quadrante NE junto ao limbo uma mancha solar mais complexa e de dimensão grandiosa (pelo menos duas vezes o tamanho do nosso planeta) apresentando fáculas e multi polaridades que poderão evoluir de uma Dki para algo ainda magnéticamente maior que poderá produzir algumas Ejeções de Massa Coronal.
    Deixo-vos aqui a imagem da Região Ativa 2529, resultante do "stack" de 500 "frames" feito com um ETX90 e uma SPC900nc com redutor de focal.

     
    A 16 de abril registámos imagens em H-alfa e na LV. Durante todo este período só foram produzidas algumas fulgurações da classe C e apenas no dia 18 foi registado um evento maior da classe M.
     

    segunda-feira, março 21, 2016

    C/ 2014 S2 Panstarrs

    Cometa C/2014 S2 Panstarrs visto de Ponta Delgada na noite de 17 março. Apesar da poluição luminosa causada pela Lua em quarto crescente e daquela introduzida pela iluminação pública da cidade, fizemos um pacote de 30 imagens de 50 segundos cada, sem guiagem. O cometa situa-se entre as constelações das Ursas Maior e Menor com uma magnitude de 9,5 só visível com telescópio. Encontra-se a uma distância de 1,866 Unidades Astronómicas do nosso planeta.


    sexta-feira, março 18, 2016

    Um asteroide que se converteu em cometa



    Na altura da sua descoberta pela Pan-STARRS, em 22 janeiro de 2016, o asteroide 2016 B14 tinha uma magnitude entre 19 e 20 sendo de visibilidade muito fraca (250.000 vezes mais fraca do que a estrela menos visível a olho-nu).

    Mais tarde foi considerado um objeto potencialmente perigoso para o nosso planeta uma vez que poderia fazer no futuro aproximações tangenciais, devendo passar agora a 22 de Março apenas a 14  distâncias lunares da Terra.

    Entretanto os astrónomos M. Knight, M. Kelley e Silvia Protopapa detetaram o aparecimento de uma ténue cauda de poeiras neste asteroide passando assim a ser considerado um cometa, o P/2016 BA14 Pan-STARRS.

    Por coincidência, um outro cometa era suposto fazer a sua aparição em 21 de março com o mesmo período orbital, o 252P/Linear, passando apenas a 9 distância lunares da Terra. Chegou-se a pensar que esta coincidência revelasse apenas e afinal a cisão em dois deste cometa.

    Assim, estes dois cometas fazem uma aproximação ao nosso planeta que não era verificada à 246 anos com o cometa Lexel passando a 5,9 distâncias lunares em julho de 1770.

    O B14 Pan-STARRS não será visível a olho-nu e, mesmo agora a sua deteção é extremamente difícil.

    A imagem obtida por nós, dimensionada a 100% e representando apenas uma pequena zona da imagem global, é o resultado da integração de 25x50 segundos com um apocromático de 66mm a f/6 e uma Canon 350D modificada. Foram adquiridas na noite de 17 março com grande interferência da Lua em quarto crescente e de muita poluição luminosa na periferia de Ponta Delgada. Nesta imagem do cometa foi inserido um mapa estelar produzido com o SkyMap e representando a mesma zona do céu.

    O cometa B14 Pan-STARRS assinalado pela seta

    segunda-feira, março 07, 2016

    Nebulosa da Chama e a B33

    IC 434 ou Nebulosa da Cabeça do Cavalo faz parte do grande complexo de gás molecular da constelação de Orion e é uma nebulosa escura feita de poeira a sul da estrela Alnitak pertencente à cintura de Orion ou ainda conhecida popularmente pelas "3 Marias".
    A imagem resultou de uma observação realizada por nós entre as 20:00 e as 21:00 horas locais no serão de 5 março 2016 em Ponta Delgada (Fajã de Baixo) e é a mediana de 46x60 segundos com um apocromático de 66mm a f/6 e uma Canon 350D a 1600iso a quem foi retirado o filtro original e acrescentado um filtro anti-poluição lumiosa CLS-Astronomik.

     
    Nebulosa da Chama e a nebulosa escura B33


    

    sábado, fevereiro 27, 2016

    Grupo M81-M82 e as Pleiades

    A galáxia de Bode ou M81 e a galáxia do cigarro ou M82 formam um grupo de galáxias próximo do nosso Grupo Local e a M82 é conhecida por ser um centro gerador de estrelas tendo recentemente produzido a Supernova 2014j.


    M45 ou Pleiades


    Com processamento mais adequado


    sexta-feira, fevereiro 26, 2016

    Uma cascata no céu

    Na continuação das nossas observações na noite de 25 fevereiro apontámos o nosso refrator de 66 mm para a zona da NGC1502 onde brilham entre 20 a 25 estrelas entre as quais a estrela dupla Struve 485AE que na realidade é afinal um sistema múltiplo de 9 estrelas. No seu conjunto este enxame globular de estrelas tem uma magnitude visual em torno dos 6,9 e reside a 3,26 anos-luz.
    No entanto a sudeste deste enxame globular existe um conjunto de estrelas que se destacam pelo seu brilho formando uma cadeia de aproximadamente 2,5 graus de comprimento com estrelas de magnitude entre 10 e 11: consitui a denominada Cascata de Kemble.
    Descoberta pelo astrónomo amador Lucien J. Kemble quando observava esta zona com uns simples binóculos de 7x35, em 1980 foi dado o nome do seu descobridor pelo colunista da revista Sky and  Telescope.

    Aqui fica a nossa imagem e um mapa que permitirá descobrir a sua localização de modo a ser observada binocularmente.



    O cometa Catalina rodeado por objetos estelares de natureza diferente

    Por cerca de hora e meia o céu esteve descoberto na noite de 25 de fevereiro, permitindo obter algumas séries de imagens do cometa C/2013 US10 Catalina que atravessava um campo estelar muito interessante onde eram visíveis uma nebulosa planetária - NGC1501, a 4890 anos-luz e de magnitude visual de cerca de 11,5 e com a aparência de uma globo azulado. À sua direita residia o enxame globular de estrela, designado por NGC1502.
    Deixamos aqui a integração de 20 imagens de 45 segundos cada pré-processadas com  master frames flat, dark e offset e obtidas com um refrator apocromático ED de 66mm a f/6 e uma Canon 350D desfiltrada e dotada de um filtro CLS anti poluição luminosa.
    O cometa US10 Catalina apresenta ainda uma extensa cauda iónica com a de poeiras muito condensada em torno do falso núcleo.