quarta-feira, dezembro 11, 2013

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Cometa 154P Brewington e o Sol

 
 Cometa 154P Brewington aumentou de brilho navega a uma distância do Sol de 241.000.000 km e a uma distância da Terra em cerca de 176.116.000 km, a 22 km/segundo, na constelação do Pégaso.
Imagem resultante da integração de 14x60s com Celestron 8" a f/10 e uma Canon 350D modificada e com filtro anti-poluição luminosa (clip system) a 1600iso.
Entretanto o Sol apresentava 2 grupos de manchas solares com configurações magnéticas mais ou menos complexas mas como muito baixa probabilidade de gerarem fenómenos fulgurativos ou Ejeções de Massa Coronal.
 

quarta-feira, novembro 13, 2013

Uma Hhx gigante

Tinhamos dado a notícia da chegada de uma grande mancha solar sob a designação de Região Ativa 1899 e que aparentava uma configuração Hsx. De fato, 24 horas depois este região rodou mais um pouco no disco solar apresentando-se agora mais complexa e com uma tipologia HHX, com uma simples polaridade, mas com uma penumbra a fragmentar-se que poderá revelar profundas alterações futuras e evoluir para uma beta-gama, aumentando assim as probabilidades de gerar algumas Fulgurações e/ou Ejeções de Massa Coronal. Esta mancha solar gigante tem uma dimensão aproximadamente igual a 3x o nosso planeta e parece apresentar um Efeito Wilson pouco pronunciado. Imagens obtidas com um ETX90 mm a f/13 e uma SPC900nv da Philips, processadas com o RegiStax v5.

terça-feira, novembro 12, 2013

Novos grupos de manchas

 
Dois novos grupos de manchas solares com grande complexidade magnética apareceram no disco solar, nomeadamente a RA1897 e uma que poderá vir a ser classificada como RA1899, que se apresenta como uma gigantesca tipologia Hsx, mas que nas próximas 24 horas irá revelar toda a sua extensão. Surge na posição da antiga RA1875 que no seu transito no lado oposto do Sol provocou algumas fulgurações. No estado atual, o Máximo Solar promete recompôr-se dando-nos um 2º pico de atividade muito maior que o primeiro.

sábado, novembro 09, 2013

A noite dos cometas

Finalmente o Verão de São Martinho trouxe-nos uma noite muito razoável apesar da existência de grande turbulência na atmosfera. Aproveitei para testemunhar um raro acontecimento na história da Astronomia: a presença de 4 cometas brilhantes todos eles visíveis com binóculos de 10x50. Refiro-me aos cometas Lovejoy, Ison, X1 Linear e o 2P Encke.

 
 
O Ison apresentava uma longa cauda e possivelmente uma pequena cauda iónica e, ao invés o Lovejoy neste momento era muito mais brilhante enchendo a ocular de 15mm do Celestron de 8 polegadas. Ambos tinham uma coloração claramente  esverdeada devido á presença de cianogénio e do CO2.


 
O 2P Ecke apesar de ser muito brilhante e facilmente detetável com binóculos encontra-se muito baixo no horizonte e já a uma hora muito perto do amanhecer o que impossibilitou a obtenção de imagens condignas. O X1 Linear situava-se numa zona mais favorável mas pelas 06:00 da manhã as nuvens adensavam-se vindas do Sul o que tornou impossível fazer mais imagens.

O cometa 154P Brewington foi o primeiro a ser observado ainda na noite de 8 de novembro apresentando-se com uma magnitude muito fraca tornando-o difícil de detetar,

 
Em conclusão: um pequeno mosaico mostrando este evento raro de termos ao mesmo tempo 4 cometas visíveis com binóculos.
 

quinta-feira, novembro 07, 2013

2º pico do Máximo Solar reforçado

No dia 5 de novembro a região ativa mais recente e designada por 11890 apresentava uma complexidade magnética alfa-beta-delta com uma tipologia Ekc, que pelas 22:12 UT lançava no espaço uma fulguração da classe X3.3, a terceira maior deste 24º Ciclo Solar e que provocou um crochet magnético com a produção de correntes eletricas entre os 60 e os 100km de altitude devido á forte perturbação do campo magnético terrestre.
Depois desta fulguração e já no dia seguinte lançava uma M3.8 pelas 13:46UT e outra M2.3 ontem pelas 03:40 UT com Ejeções de Massa Coronal para o espaço circundante.
Hoje, dia 7 de novembro, pelas 13:30 UT tivemos finalmente a oportunidade de registar este grupo complexo de manchas solares que agora se situa praticamente no meridiano solar central, mesmo de frente para o nosso planeta, e que continua com probabilidade de 10% em emitir novas fulgurações da classe X.
Toda esta atividade vem de forma definitiva reforçar o 2º pico deste Máximo Solar.
Aqui fica o nosso registo com um ETX90 e uma SPC900nc da Philips em condições de alta turbulência atmosférica.

segunda-feira, outubro 28, 2013

Um Máximo Solar tardio

 
O Sol finalmente apresenta desde meados deste mês uma atividade digna da fase de Máximo Solar.
Desde o dia 25 de outubro produziu 3 fulgurações da classe X, sendo que a ultima foi esta madrugada pela RA 1875 presentemente a rodar no limbo oeste. Outros grupos de manchas solares apareceram a leste, apresentando a 1882 uma complexidade magnética muito alta, tipo beta-gama-delta, Ekc, que poderá levar nas próximas horas ao surgimento de outras fenómenos fulgurativos.
 
Pelas 15:15 UTC uma nova fulguração classe M, era registada na Região Ativa 1982 da qual tivemos a oportunidade de a ver em H-alfa já na sua fase de dissipação como dois veios intensamente luminosos. Em todo o caso o ultimo registo que fizemos deste grupo de manchas solares tinha sido uma hora antes e já era visível na luz branca a existência de pontos e veios luminosos, naquilo que eram os fenómenos antecipativos do "flare". Aqui fica o registo com a imagem devidamente anotada.
 
 
Um dos efeitos das Fulgurações e das Ejeções de Massa Coronal são as desconeções ou roturas provocadas nas caudas dos cometas que se aproximam do Sol, neste momento o Ison e o Lovejoy.
 
 

sexta-feira, outubro 25, 2013

Durante esta semana a atividade solar foi desmesuradamente intensa tendo em conta aquilo que até agora se tem passado com uma fase mais própria de um Mínimo Solar. Surgiram duas grandes regiões ativas a RA1877 e a 1875 com complexidades magnéticas significativas (ver imagem) que levaram á produção de algumas fulgurações das classes M e C, seguidas por uma fulguração da classe X1, hoje de manhã, no mais recente grupo de manchas solares da região ativa 1182. Este conjunto de fulgurações parecem ter estado ligadas entre si de forma "subterrânea" o que é normal neste tipo de fenómenos. O Sol continua a apresentar uma atividade inusitadamente assimétrica com um Máximo extremamente baixo, confundindo todas as previsões e expetativas. Este Ciclo Solar vai ficar na história.

quinta-feira, outubro 17, 2013

segunda-feira, outubro 14, 2013

Ison e as suas estruturas intímas

O filtro Larson-Sekanina é um filtro rotacional em que as coordenadas cartesianas são substituídas pelas polares clarificando as possíveis estruturas em torno do núcleo dos cometas, reorganizando o seu fluxo luminoso e colocando em evidência jatos de poeira, "conchas" de material proveniente da desagregação e evaporação da cobertura de gelo carbónico ou de água, poeira e partículas iónicas e inclusivamente a origem das suas fontes á superfície e a velocidade de rotação do núcleo.
Aplicámos um filtro LS ao Ison mas não foi evidente qualquer estrutura significativa apesar de surgirem, o que nos parece ser, alguns invólucros em torno do núcleo.

 

sábado, outubro 05, 2013

Madrugada com 3 cometas


Na madrugada de 4 de outubro fizemos um conjunto de fotografias do cometa ISON que de acordo com alguns estaria a fragmentar-se e nunca viria a ser um cometa visível a olho-nu em novembro deste ano. Pelo contrário o ISON aparece com uma extensa cauda e uma cabeleira muito brilhante.Tanto o Observatório Lowell através de Mattehew Knight  bem como as previsõe de Meech et al`s confirmam esta atvidade em crescendo do ISON. Em todo o caso o telescópio Hubble fará para a semana outras observações que confirmaram ou não a existência de fragmentos do ISON e se o cometa estará “a morrer”.

 
 
Para além do ISON aparecem no mesmo quadrante do céu outros dois cometas dos quais fizemos dois conjuntos de fotografias. O cometa C/2013 R1 Lovejoy descoberto pelo astrónomo amador Terry Lovejoy e que apresenta um núcleo e uma cabeleira muito brilhante mas com uma cauda reduzida. Outro cometa é o 2P/Encke com um brilho menos evidente com um núcleo pontual mas com uma vasta cabeleira esverdeada devido provavelmente á presença de cianogénio.
 
 
Três cometas com morfologias diferentes que na segunda semana de novembro poderão ser vistos com um pequeno telescópio ou mesmo com binóculos no caso do ISON e do Lovejoy.
 
 
A acompanhar a imagem do 2P Encke vai um mapa estelar da mesma zona do céu simulada com o Sky Map Pro e mostrando a posição exata do cometa, para que não haja dúvidas. 
 s

sábado, setembro 14, 2013

Cometa 154P/Brewington e Neptuno com a luas Nereida e Tritão

M16 e os "Pilares da Criação"

 
Cometa 154P/Brewington: a inexistência de uma cauda plausível mas um núcleo bastante brilhantes são as características presentes. Em baixo um mapa estelar produzido pelo Sky Map dando conta da posição do cometa.

 
Muito perto do cometa situava-se o planeta Neptuno com duas luas evidentes: Nereida e Tritão.


domingo, setembro 08, 2013

domingo, julho 28, 2013

Possível Supernova na M74 (SN2013ej)


A Messier 74 parece apresentar uma Supernova com magnitude visual em torno de 12. Apesar da imensa claridade da Lua que se situava mesmo ao lado ainda é possivel ver a galáxia apenas com 10 exposições de 40 segundos cada. Para diminuir a poluição luminosa utilizámos um truque: colocámos o tubo óptico na sombra da chaminé da minha lareira. Esta supernova está catalogado como J01364816+1545310.
 
Publicado por David Bishop da Academia de Ciências de Rochester, com a referência "Ponta Delgada" do dia 28 : http://www.rochesterastronomy.org/sn2013/sn2013ej.html

Confirma-se a supernova do tipo II na M74 a 30 milhões de anos-luz, descoberta pelo Observatório Lick, tendo-lhe sido atribuída a designação de SN2013ej.

sábado, julho 20, 2013

Supernovas

Depois de quase um mês com condições meteo adversas, finalmente surgiu uma noite que permitiu colher algumas imagens, apesar da lua em Quarto Crescente e da grande turbulência atmosférica existente.
Apontámos o nosso C8 para A NGC 7250 a 40-45 milhões de anos-luz, onde residia a SN2013 dy descoberta em 10 de julho pelo Observatório Lick e com uma magnitude bastante alta de modo que a detetámos apenas com a integração de 8 imagens de 50 segundos cada com uma Canon 350D modificada a 1600iso.


A outra supernova situava-se na constelação da Ursa Maior a pouco mais de 20 graus acima do horizonte o que dificultava a obtenção de boas imagens, agravado pelo facto de correr uma brisa por vezes acentuada de norte que fazia vibrar o telescópio. Esta Supernova designada pelo código PSN J10015683+5541440 foi descoberta em 13 de julho por Giancarlo Cortini e encontra-se na NGC 3079 a cerca de 50 milhões anos-luz, apresentando uma magnitude muito fraca, provavelmente em torno de 16.

domingo, julho 07, 2013

Um máximo muito "flat"


Como previmos da ultima vez, depois da grande atividade desencadeada pela Região Ativa 1775, a atividade solar serenou, registando-se apenas algumas fulgurações das classes M e C. Neste momento e passadas exatamente 10 regiões ativas, surge a RA1785 com uma configuração magnética complexa beta-delta-gama com a presença de multipolaridades e da classe Fki e apresentando um tamanho equivalente a 11 diametros terrestres. É provável que a sua instabilidade faça surgir outras fulgurações da classe C e M nos próximos dias.

segunda-feira, junho 17, 2013

Um 2º pico de atividade solar

O hemisfério sul solar apresentava-se hoje com 5 grupos de manchas solares um dos quais constituído pela região ativa 1775 que se mostrava magneticamente muito complexo (classe delta) podendo nos próximos dias provocar algumas fulgurações com ejeção de massa coronal diretamente direcionada para o nosso planeta.
Outra região também complexa (classe beta) surgiu a nordeste prometendo ter novos desenvolvimentos.
Toda esta atividade está a mostrar que este 24º Ciclo Solar irá ter dois picos de atividade bastante distintos apresentando uma forma de "plateau" muito baixo.

sábado, junho 15, 2013

Uma Supernova na NGC4414




Uma estrela com mais de 8 massas solares na galáxia espiral NGC4414, situada na constelação da Cabeleira de Berenices, chegou ao fim de vida numa explosão milhões de vêzes mais brilhante do que o nosso Sol e depois de ter libertado para o espaço envolvente as suas camadas exteriores de hidrogénio.
Esta Supernova do tipo IIb, foi descoberta no dia 7 de junho por uma equipa de 4 astrónomos amadores italianos do Projeto Italiano de Pesquisa de Supernovas. A imagem aqui presente foi obtida na noite de 14 de junho entre as 22:00 e as 23:00 horas locais, em Ponta Delgada, com um Celestron de 203mm de diâmetro a f/10 e em foco direto com uma Canon 350D modificada a 1600iso. É o resultado de 600 segundos de exposição.

O cometa L4 Panstarrs está de partida.
Esta imagem é o resultado da integração de 22 x 60 segundos.

sábado, maio 25, 2013

Um cometa na noite de Lua Cheia e do eclipse penumbral da Lua


Na noite de 24 de maio e em vésperas do eclipse penumbral da Lua estivemos com o cometa L4 Panstarrs que percorria o seu trajeto a alguns graus da estrela polar. As imagens resultantes da integração de 36x60s, obtidas com uma Canon 350D modificada e a 1600iso em foco primário num C8, mostram a posição oposta das caudas iónica e de poeiras do cometa.  As imagens foram tratadas com o software Íris e sujeitas a pré-tratamento com os respetivos masters flat, dark e offset assim como subtraídos os "hot pixeís"  (com o comando cosme). O Photoshop deu apenas uns retoques finais nos gradientes e na subtração de ruído.

terça-feira, maio 14, 2013

O 2º pico do máximo solar

Aí está o 2º pico de atividade solar deste 24º ciclo com a produção de 3 fulgurações da classe X pela RA 1748 que está a rodar no limbo solar NE. Como já havíamos antecipado no dia 29 de abril, pelo conjunto caraterístico de manchas solares tipo delta que haviam surgido com fenómenos classe C e M consecutivos, o topo de atividade solar deixou de apresentar uma curva "flat". Em todo o caso nos próximos tempos deveremos voltar á baixa atividade caraterística deste 24º ciclo solar.
Por pouco o nosso planeta não será apanhado por esta gigantesca EMC

Imagem da RA1748 junto ao limbo solar com uma configuração Eki. Imagem obtida com um ETX90mm f/10 e SPC900nc. Interessanter ter verificado que na banda do cidadão (CB) nos 40 canais, dos 26.965  aos 27.405 Mhz, ouvia-se imensa gente a falar  de longas distâncias (Russia, Itália, Espanha, EUA ...) com uma nitidez pouco usual, significando que a ionosfera estava a ser comprimida e fotoionizada (Dellinger effect).

AOR-3000, CB e TCS-8 Collins em monitorização de frequências