segunda-feira, junho 20, 2016

Outra gigante

Outra gigante, denominada Região Ativa 2553, transita no disco solar, já na direção do limbo solar oeste. Peculiar que neste período de Minímo Solar só apareçam manchas solares gigantes (4 a 5 x o tamanho do nosso planeta).

sábado, junho 18, 2016

Um OVNI e as bombas nucleares de Harkavy


                            

    Dou início a esta história referindo dois assuntos que em nada parecendo relacionados, estão como mais adiante se verificará, a dar consistência ao assunto de um propalado evento OVNI recheado de contatos com seres supostamente extra-terrestres e, a outro assunto também muitas vezes falado e escrito mas nunca comprovado, da existência de ogivas nucleares em território português. Ou seja, uma mistura francamente explosiva!

Robert Harkavy, da Universidade do estado de Pensilvânia, especialista em controlo de armamento e política internacional, no seu trabalho “strategic basing and the Great Power, 1200-200” (1), que retoma argumentos de um seu trabalho anterior datado de 1989, “Bases Abroad: The Global Foreing Military Presence”, escreve o seguinte: “... Some 32 nuclear depth bombs were stored at Lajes in the Azores for wartime operations”.

Fazendo corpo principal desta história, revela ainda o Diário Insular de 17 de Dezembro de 2011, e passo a transcrever, “Um caso exótico, ocorrido em 1968, conta-se também entre os indícios de manuseamento de armas perigosas. Trata-se de um trabalhador português da base das Lajes que numa noite disse ter visto um OVNI - Objeto Voador Não Identificado, em cima de uma pequena elevação que desde esse dia e até hoje ficou com a parte superior improdutiva e árida. O homem foi rapidamente transplantado para os EUA, mantendo a história do OVNI, incluindo seres extraterrestres que se terão manifestado. “Apenas vi que os homens tinham uma viseira com um pouco de vidro e que a cor do fato era uma cor de chumbo. Assim que acendi o foco para eles, aquilo moveu-se muito rapidamente, tendo emitido na minha direção uma projeção de luz muito forte, que tive de tapar a cara. Logo a seguir senti uma coisa estranha, como que uma poeira. Caí e não me recordo de mais nada”, descreveu o homem após ter sido socorrido no Hospital de Angra do Heroísmo. A verdade é que o conhecido “Pico Careca” nunca foi, que saibamos, estudado por autoridades científicas portuguesas, pelo que nada se sabe, pelo menos publicamente, sobre eventuais vestígios deixados pela provável nave alienígena e pelos seus estranhos ocupantes. Oficialmente, o homem terá tido o azar de ser surpreendido por um balão meteorológico que terá chocado com cabos de alta tensão, vindo a explodir. O principal buraco desta tese oficial é que à altura não havia cabos de alta tensão na zona, mas apenas cabos telefónicos. 
E o Diário Insular terminava a notícia reiterando que "Até hoje, nenhuma destas histórias foi investigada ao ponto de ser possível descartar a sua eventual ligação ao manuseio de armamento."

Também a publicação “OVNI’s EM ANÁLISE” da “PUFOI – Portuguese UFO Investigation (http://www.pufoi.com), 2008 Bubok Publishing S.L., 2ª edicão,  Impresso em Espanha por Bubok, relata mais uma vez este acontecimento da seguinte forma: - Ilha Terceira, Açores – 31 de Janeiro de 1968: O guarda das instalações militares “Azores Air Station”, Serafim Sebastião, observou quatro ocupantes de um objeto voador não identificado, que, a baixa altitude, sobrevoou o seu posto de vigilância. O objeto era de forma oval, com brilho metálico, e culminava numa espécie de torre de vidro, com pequena balaustrada. Devia ter cerca de 6 metros de comprimento e 3 de altura. Ao apontar o foco luminoso da sua lanterna na direção do artefacto voador, foi envolvido por uma espécie de nuvem de poeira, tendo o objeto desaparecido, enquanto ele perdia os sentidos.”

B-1B aterrando nas Lajes em 1994

Desde essa data que se ouvia falar deste assunto “à boca pequena”, como era próprio em tempos de “guerra fria” e de vigilância pidesca, em reuniões restritas de família, concluindo-se sempre que nada do que se contava sucedera, fosse lá o que fosse que misteriosamente tivesse acontecido naquela noite.
De facto essa noite de Janeiro de 1968 ficaria na nossa memória, bem como na memória do Serafim Vieira Sebastião (com quem tive oportunidade de falar muitos anos depois).
Sabe-se que pela madrugada desse dia último de janeiro, uma família terceirense era acordada por toques inusitados e insistentes de campainha (ao tempo eram escassos os telefones privados). A dona da casa levantara-se e rapidamente fora averiguar os motivos para tal inopinada chamada noturna. Abrira a porta a militares americanos, deslocados numa viatura militar e que pediam, com a maior urgência, para falar com o marido, que prontamente informado logo os atendera. Vestindo-se rapidamente, partira de imediato para a denominada “Estação dos Cinco Picos” alegando à família a existência de uma avaria grave “nos emissores” que teriam de ser prontamente reparados.

Passado que foi este acontecimento, muito tempo depois, e só depois da imprensa local ter divulgado da forma que aqui demos conhecimento, que um OVNI teria aparecido no centro da ilha junto aos “paióis dos americanos”, designação pela qual eram conhecidas algumas instalações americanas tipo “bunkers” subterrâneos, ficámos finalmente a saber que a deslocação tão urgente como precipitada naquela madrugada à estação de comunicações dos “Cinco Picos”, teria sido motivada pelo tal alegado fenómeno OVNI.



Uma inspeção nos anos 70 de um alto graduado militar à “Estação dos Cinco Picos”,
 centro de comunicações de alta tecnologia, cuja estrutura constituía uma autêntica caixa de Faraday que anulava qualquer interferência radio elétrica exterior. No seu interior o nível de rádio frequência era tão elevado que as lâmpadas fluorescentes mantinham-se acesas sem necessidade de estarem ligadas à corrente elétrica.






Pelo que soubemos, anos mais tarde, afinal nunca teria havido OVNI.



O Serafim Vieira Sebastião fora apanhado desprevenido numa ação surpresa de manutenção e prevenção de alta segurança planeada e executada pela USAF (United States Air Force) aos seus “paióis” e instalações próximas (Estação dos Cinco Picos), tendo deslocado para a zona algumas viaturas, entra as quais uma de combate a incêndios dos seus próprios bombeiros, sem que o pobre homem, a exercer funções de guarda nessa noite, tivesse sido informado com antecedência desta atividade.
Na realidade a descrição do Serafim Sebastião, é fidedigna. Na situação de guarda responsável pela segurança das instalações, e sujeito a um evento tão fora do comum e estranho quanto possível de imaginar àquela hora da madrugada, deverá ter tido uma ataque súbito de tensão arterial induzindo a desmaio subsequente, que posteriormente levou a uma interpretação errónea dos fatos, e assim, em vez de bombeiros viu “homens tinham uma viseira com um pouco de vidro e que a cor do fato era uma cor de chumbo” e que em vez de uma viatura dos bombeiros viu que “o objeto era de forma oval, com brilho metálico, e culminava numa espécie de torre de vidro, com pequena balaustrada”.
A esta descrição adiciona ainda no seu relato o fato de ter sentido uma “poeira” que o envolveu e que mais não era do que pó químico de combate a incêndios que por pura brincadeira lhe haviam atirado para cima. Aliás e mais tarde, por remorsos dos efeitos que esta brincadeira tivera no guarda Serafim, foi-lhe oferecida uma viagem aos EUA para visitar a família, a quem transmitiu sempre a sua versão dos acontecimentos. Naquele tempo os OVNIS estavam na moda.

De facto, pouco depois dessa data, a Navy dos EUA, deixaria de utilizar esses “paióis”, por razões de estratégia militar e sobretudo devido a este antecedente ter sido tão noticiado nos órgãos de comunicação social portugueses. Supostamente deslocaria as ogivas nucleares ali guardadas, e referidas por  Robert Harkavy, para uma zona situada muito próxima da própria Base das Lajes, onde estariam muito mais perto das pistas onde aterravam os B52, os B1-A e B1-B.



A entrada para a “Estação dos Cinco Picos” em 2013
depois de desativadas pelos norte-americanos todas as instalações ali anteriormente existentes e que incluíam uma central elétrica com 3 grandes unidades geradoras capazes na altura  de fornecerem energia para toda a ilha.






Estes aviões de longo curso faziam parte da geoestratégia de dissuasão militar, enquanto os P3C Orions, que residiam e operavam na Base das Lajes, serviam á data apenas para detetar submarinos e barcos-fábrica de pesca soviéticos ao largo dos Açores, fazendo o lançamento sistemático de milhares de sonares no oceano atlântico norte (Tactical Support Center - TSC/Antisubmarine Warfare Operations Center - ASWOC).

E assim nasceu mais uma história sobre OVNIS que ao tempo sempre serviam para encobrir ou desviar atenções de atividades relacionadas com a “Guerra Fria”.

(1) http://img.rtp.pt/mcm/pdf/840/84048a68b8df843f71c53c161fef5f071.pdf
 

segunda-feira, junho 13, 2016

M81 e M82

 
Imagens obtidas pouco antes do nevoeiro cobrir todo o céu no espaço de 10 minutos na noite de 11 junho com muita poluição luminosa à mistura.
Galáxias M81 e M82 da constelação da Ursa Maior.


SN2016coj na Ursa Maior

 
Mais uma supernova do tipo Ia que explodiu na galáxia NGC4521 situada a cerca de 75 milhões anos-luz. Segundo análises espetrais a velocidade de deslocação do material estelar ejetado para o espaço em redor foi feito à velocidade de 14000 km por segundo. Esta galáxia onde se situa a SN2016coj está na constelação do Dragão muito perto da Ursa Maior e é visível com um telescópio de 8 polegadas dando a ideia de que a galáxia possui dois núcleos, tal a explosão que correspondeu à energia emitida por um bilião de sóis!!

 
um "crop" a 100% da magem original mostrando commais clareza a Supernova 2016coj e o seu brilho azulado ligado ao nível da explosão inicial e da velocidade da expansão do material estelar (seria interessante confirmar com uma espetro!).

quinta-feira, junho 09, 2016

Novo (velho) Setup

 
A ccd SXL-8 de novo a trabalhar em Win95 e com uma objetiva Canon de 300mm.
Devido ao peso da cablagem com 5m de extensão entre o controlador e a ccd optou-se por uma mesa de trabalho muito portátil.
A camara ccd SXL-8 é da Starlight Xpress sendo um modelo de 1996 de porta paralela com um sensor 7,68x7,68 mm de 512x512 pixel dotada de uma Peltier que permite levar o sensor a -45ºC.
 

Este setup completamente portátil, anda sobre rodinhas, e é possível desloca-lo rapidamente para qualquer sítio, tendo as ligações todas feitas basta ligar à rede.

 
Este setup pode ser aplicado em qualquer montagem ou mesmo num tripé como mostra a imagem.
O Telrad datado também de 1996 já não funcionava por ter a eletrónica oxidada e teve que ser todo desmontado para que fosse novamente utilizado em condições.
A placa onde assenta a ccd e o Telrad é metálica e foi adquirida por 2€ no Maxmat!! Na placa existe ainda a hipótese de instalar um pequeno refrator.


Como o transformador do portátil (HP de 1998) sobreaquecia demasiado instalámos um sistema de arrefecimento de placas com ventilador de 12V (Peltier).


Primeiro teste ao setup com a recuperada ccd SXL-8 da StarlightXpress: apesar da poluição luminosa (as imagens foram feitas praticamente ao lado de um candeeiro de luz de sódio da iluminação pública) e aplicando o modo "multiexposure" e "slew and sum" de que é dotado o software da camera ccd, conseguimos ter uma imagem de Antares com a Messier 4. Ficamos a aguardar melhores condições para voltar a testar este equipamento "vintage".



Características da ccd SXL-8:

  • Pixel data: 512 x 512, 15uM square.     
  • Array size: 7.68 x 7.68mm active area (10.8mm diagonal).     
  • Antiblooming: Overflow drain system capable of handling up to 200 lux illumination without blooming.     
  • Full well depth: 150,000 electrons.     
  • Dark current: Approx. 1 electron per sec at -30C.           
  • Quantum efficiency: Typically 30% at 530nM.     
  • Readout noise: Typically 20 electrons at -20C with correlated double sampling.     
  • Window Material: Double sided anti-reflection coated crown glass.     
  • Camera cable: 5 metres standard.    









  • A minha primeira supernova de 2016

     
    A Supernova SN2016cok na M66 vista na noite de 8 junho de Ponta Delgada, Açores, apresentava-se com uma magnitude visual da ordem de 16 do tipo Ia.
    Integração de 20x35 s em condições de muita poluição luminosa e de atmosfera muito contaminada por partículas de fumos.
    Realizado com Celestron 203mm a f/6.3 com Canon 350D modificada e filtro CLS Astronomic sem guiagem em montagem GPDX da Vixen. Software de tratamento Íris com pré-tratamento usando master flat, master dark e master-offset. Anotações com PS5.

    quarta-feira, junho 01, 2016

    Marte no perigeu.

     
    Finalmente as nuvens permitiram fazer algumas imagens do planeta um dia depois de ter atingido o seu perigeu que só voltará a acontecer daqui a dois anos e 2 meses.
    A nossa imagem, obtida com um C8 a f/20 e com uma SPC900nc é comparada com a imagem produzida por um simulador, o Mars Previewer II. Apesar da grande turbulência atmosférica ainda se conseguem distinguir muitos aspetos da geografia marciana.

     
    1 de junho: tratamento mais acurado com o RegiStax 6 e o MaximDL com a dição de duas imagens fits. Mesmo assim pouco melhorou.